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Cismando

*O livre comércio de armas de fogo

Chuza! este artigo!
Un artigo de José Ramom Flores d'as Seixas (23/04/2007)

A recente matança na Universidade Tecnológica de Virgínia reacendeu a polémica sobre o controlo de armas de fogo nos EUA. E se bem no resto do mundo as opiniões coincidem em considerar que a razom que explica tal morticínio é a facilidade com a que se podem adquirir armas, no próprio pais nom existe tal consenso. E assi se há quem opine que a soluçom é restringir fortemente o direito a possuir armas, situaçom da maioria dos paises desenvolvidos, também há quem opine que o problema e justamente o avesso, i.e. a falta de armas, pois na dita universidade estava proibido portar armas, proibiçom cumprida polas vítimas, mas nom polo assasino. Se professores e alunos fossem armados, raciocinam os grupos pro-armas, poderiam repelir o ataque, e o número de baixas seria menor (assumindo umha certa preparaçom e coordenaçom). Outra cousa, digo eu, é quantos incidentes armados por curso haveria.

Como professor nom me atrai muito a ideia de ir armado a dar aulas, mais ainda pior deve ser atender as reclamações de alunos nom conformes com as suas qualificações.

Desde a Europa a postura pró-armas, tam popular nos EUA, resulta-nos exótica. Nesse pais, a maior parte dos defensores do livre mercado de armas de fogo pertence à direita rural, com um discurso autista e paranóico. Autista já que ignora, ou despreza, o resto das sociedades humanas, onde avondam os exemplos mais pacíficos e justos, e onde as armas de fogo estám fortemente controladas. E paranóico, porque concentra as suas suspeitas nos poderes públicos, que certamente podem coutar as liberdades individuais, mas que nas sociedades democráticas podem ser controlados. Entanto que ignora, quando nom aplaude, os ataques às ditas liberdades quando levados a cabo por grandes empresas.

Contodo é bon salientar a raiz democrática do direito cidadao a posuir armas. Este direito que consagra a constituiçom dos EUA, tem por finalidade o cidadao poder-se defender, nom só de deliqüentes mas também da tirania das autoridades. É umha salvaguarda democrática para evitar a tirania.

Se bem mais minoritários, também ha discursos pro-armas de esquerdas. Que sendo bem cientes da existência doutras sociedades, salientam os casos onde os governos mataram a grandes quantidades de cidadaos desarmados: o holocausto nazi, as purgas estalinistas, as matanças de indígenas em Guatemala, etc. Como diz Michael de Bedford:

O século XX ensinou-nos que um movimento de resistência, se deve enfrentar nom as divisões acouraçadas, senom aos esquadrões da morte e as bandas criminosas operando sob a silenciosa aprovaçom do tirano.

No meu entender é possível existir umha sociedade na qual os cidadaos tenham armas nas suas casas para se defender, mas ainda assi relativamente pacífica. O que é impossível é umha sociedade pacífica que permita livre comércio de armas de fogo. A liberdade individual que supom possuir armas, deve ir acompanhada pola responsabilidade individual e colectiva que supom o controlo das mesmas. Algo que evidentemente nom se dá na sociedade estadounidense, onde armas de fogo e munições se vendem livremente em feiras e supermercados, e onde existe um mercado de segunda mao próspero e incontrolado, que nom só abastece aos delinqüentes nos EUA, senom também nos paises vizinhos.

Por último cumpre reconhecer a dificuldade de reduzir o número de armas de fogo numha sociedade afeita a elas. Se as armas de fogo som faceis de obter, os delinqüentes vam te-las, e os cidadaos respeitosos da lei, cientes diso reclamam o direito a se defender, opondo-se a medidas que visem ilegalizar a posse de armas. Como se viu recentemente no Brasil. Um pais, que como os EUA, conjuga fácil aceso as armas e violência.

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José Ramom Flores d'as Seixas

José Ramom Flores d'as Seixas (Lugo 1963). Doutor em ciências físicas pola Universidade de Santiago de Compostela, e professor da mesma universidade no Departamento de Física Aplicada. Activista da língua de do software livre, é autor de vários dicionários galegos para correctores ortográficos livres, e dun breve curso de portugués para galegos.

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*Cooperaçom transfonteiriça (12/03/2007)