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*Venezuela
é declarada território livre do
analfabetismo
Redacción
31 de
outubro 2005 A
Venezuela foi declarada ontem território livre do
analfabetismo. O presidente Hugo Chávez declarou o dia 28
de outubro como Dia da Alfabetização. "A
democracia deve ser sustentada por um povo culto, que somente
assim conseguirão ser livres". O anúncio é
feito dois anos e quatro meses depois do lançamento do
Plano Extraordinário de Alfabetização Simón
Rodríguez, mais conhecido como Missão Robinson, que
conseguiu alfabetizar 1.484.543 milhão de cidadãos,
desde o dia 1º de julho de 2003 até hoje.
Graças
a aplicação da Missão, o índice de
analfabetismo no país é inferior a 1%, o que
significa que o território está livre do problema,
segundo o critério da Unesco, que estabelece uma
porcentagem de 4 pontos como requisito para a declaração.
Com mais de 7% do produto interno bruto investido em educação,
3,8 milhões de estudantes incluídos no sistema
educativo, 1,371 milhão de alfabetizados em um ano e meio,
e 3,75 mil escolas bolivarianas, assim como 130 escolas técnicas
criadas, o governo da República Bolivariana continua
avançando na luta contra o analfabetismo.
Nicolás
Maduro, presidente do Parlamento, agradeceu a Cuba pela
colaboração prestada na Missão. Ele também
ressaltou o papel do presidente Hugo Chávez como principal
promotor da campanha. Na cerimônia, a representante regional
da Unesco, María Luisa Jáuregui, comparou os avanços
obtidos pelo país em matéria educativa com o resto
da América Latina com exceção de Cuba.
Foi
com a chegada de Hugo Chávez na Presidência que a
Venezuela passou de 8,4% de iletrados (sobre a base de 23 milhões
de habitantes) a 1% (sobre a base de 26 milhões de
habitantes). A inclusão no sistema educativo –
através das missões – permite o acesso de
milhares de venezuelanos que até o momento não
tinham tido a possibilidade de usufruir desse direito
constitucional.
A ação empreendida pelo
governo bolivariano através das missões busca dar
fim à dívida social que governos anteriores
acumularam durante anos. Uma delas é ter tido um milhão
e meio de analfabetos em um país de 23 milhões de
habitantes, que representava um pouco mais de 6% de pessoas
iletradas (segundo o senso de 2001). Em vista do crescimento
populacional, a cifra foi ampliada pelo governo através de
uma projeção que refletiu um total de 26 milhões
de habitantes entre crianças recém nascidas e
adultos maiores. “Isso representava para nós 8,4%”,
segundo explicou o ministro da Educação e Esportes,
Aristóbulo Istúriz.
Efeito em cadeia
O
problema, entretanto, não estava apenas dado pelas pessoas
que não sabiam ler e escrever, mas também dizia
respeito aqueles que não chegaram ao sexto grau, que não
continuaram os estudos médios ou que simplesmente não
tiveram a oportunidade dar continuidade à educação
superior devido aos privilégios que estas instituições
públicas estabeleciam, e ainda estabelecem para alguns.
O
ministro da Educação Superior, Samuel Moncada (na
Venezuela cada área tem o seu ministério) afirmou,
durante a 4ª Cúpula da Dívida Social em
Caracas, que atualmente existe um problema de absoluta exclusão
da universidade tradicional pública. Nesse sentido,
indicava que na universidade Simón Bolívar, do ano
1998 e 2001, foram gastos mais de 200 bilhões de bolívares.
Durante esse período, somente um pobre ingressou. “Na
Universidade Central da Venezuela (UCV), que o reitor se gaba para
dizer que tem um programa de ação social que se
chama Samuel Robinson, e que é melhor que a Missão
Sucre, em 2003 entraram desse programa 62 estudantes na UCV,
resultado do trabalho com os pobres. Essa é a amostra da
crise de uma universidade que é tremendamente mesquinha e
que deu as costas às maiorias”, disse Moncada.
Para
ele, da mesma forma como para a revolução
bolivariana, não se trata de um conceito meritocrático,
como pensam muitos neoliberais e também o padre Ugalde,
reitor da Universidade Católica Andrés Bello: “os
melhores deles são os que entram na universidade”,
mas de um equilíbrio de oportunidades já que na
opinião de Moncada, “enquanto os ricos não
diziam os melhores mas os que tinham bolsa”. Se você é
rico não faz falta que seja o melhor dos ricos a entrar na
universidade, você paga e se acabou”.
Chávez
decidiu tomar quatro medidas para frear o analfabetismo: eliminou
a cobrança da taxa de matrícula nas escolas
públicas, incorporou o Programa de Alimentação
Escolar (PAE), iniciou a criação de escolas
bolivarianas, aumentou o orçamento destinado à
educação e começou a abertura de escolas
técnicas. Segundo o ministro Istúriz se trabalha na
incorporação das tecnologias da informação
e a comunicação das escolas: “os infocentros,
os centros bolivarianos de informática e telemática,
televisão, VHS, vídeo em classes, novos tipos de
laboratórios, etc, com o propósito de ir
transformando o sistema educativo”.
Até o
momento, o Programa de Alimentação Escolar
bolivariano (PAE) proporciona 2,8 milhões de pratos de
comida diários aos estudantes. E graças ao programa
de construção de escolas, já existem na
Venezuela 3,75 mil escolas bolivarianas e 130 novas escolas
técnicas, sem contar com as 76 que foram
reabilitadas.
Missão Robinson
A
erradicação do analfabetismo no país começa
com a implementação da Missão Robinson,
método de alfabetização cubano “Yo si
puedo” (Eu sim posso), que chegou a Venezuela com o objetivo
de alfabetizar, entre julho de 2003 e julho de 2004, um milhão
de venezuelanos em áreas rurais, urbanas e comunidades
indígenas assim como a pessoas sem capacidade, excluídas
e inclusive sancionadas por leis, para assegurar sua manutenção
até a sexto grau.
Devido ao êxito deste
sistema educativo, foram integradas as missões Robinson I e
II. Atualmente, 1,264 milhão de pessoas estão
cursando estudos de sexto grau, das quais 622 mil vivem de
Robinson I e 641 mil são venezuelanos que ingressaram no
primeiro grau não saíram do sexto. Até
dezembro deste ano, espera-se ter a primeira graduação
de sexto grau, ou seja, cerca de 650 mil venezuelanos estarão
certificados para se inscrever em janeiro de 2006 na Missão
Ribas.
Orçamento
Com a chegada de Hugo
Chávez, o orçamento para a educação
passou de 2,8% do PIB para 7%, o que tornou a Venezuela em um dos
poucos países da América Latina que destina mais de
7% de seu PIB à educação. Isso representa 20%
do orçamento da nação.
Progressivamente,
também se aumentou o financiamento para o setor. No ano
passado, contou com 10 bilhões de bolívares. Para
este ano, conta com 13 bilhões de bolívares. Isso
ocorre devido as missões sociais implementadas vêm
reivindicar os direitos retirados do povo durante muitos anos e
representam a realidade de um país que luta para construir
um futuro melhor.
Com
informações do Ministério da Comunicação
e Informação da Venezuela Nova
publicada no Diário
Vermelho
.
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