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*Posada
Carriles pode ser extraditado à Venezuela
Redacción,
31 de agosto
2005
Há chances. A Procuradoria Federal dos Estados Unidos pediu
ontem que o terrorista anticastrista Luis Posada Carriles,
ex-funcionário da CIA, seja deportado à Venezuela,
caso os Estados Unidos lhe neguem asilo político.
A
afirmação, que é na verdade uma pressão
sobre o governo de George W. Bush, foi feita no primeiro dia de
audiência no centro de detenção de Imigração
em El Paso, no Texas, e deve durar pelo menos mais três
dias.
Até
o secretário geral da Organização dos Estados
Americanos, José Miguel Insulza, considerou necessária
a extradição de Carriles, para que ele pague pelos
crimes que cometeu. Ele está em Caracas participando da
Reunião sobre a Carta Social das Américas.
O
juiz William Lee Abbott, encarregado do caso, aceitou o pedido de
extradição em uma audiência de asilo político
do ativista cubano. A promotora Gina Jackson pediu que Posada
Carriles seja enviado à Venezuela, porque o anticastrista
tem nacionalidade venezuelana, e "inicialmente"
considera que o país não constitui perigo algum para
ele. Entretanto, disse que os testemunhos a serem prestados nos
próximos dias serão determinantes nesse aspecto.
O
juiz Abbott, por sua vez, disse que a Venezuela seria o país
de destino, a não ser que as pessoas que testemunhem
durante a audiência demonstrem que essa nação
representa um risco. A Procuradoria argumenta que o asilo político
deve ser negado ao terrorista por seu "histórico
criminal", inclusive ataques a hotéis e restaurantes
turísticos na orla de Havana em Cuba, em 1997, e o
julgamento a que ele foi submetido no Panamá por delitos
contra a segurança nacional e falsificação de
documentos. Além disso, Carriles já admitiu em uma
entrevista ao New York Times que foi o mentor do atentado ao avião
cubano em 1976 que deixou 73 pessoas, civis de várias
nacionalidades, mortas. E também foi o mentor de um
atentado contra Fidel durante a 10ª Cúpula
Ibero-Americana, realizada no Panamá no ano
2000.
Paralelamente, Posada Carriles ratificou seu pedido
de asilo político, embora tenha sido advertido de que caso
não tivesse bases para isso poderia perder qualquer
privilégio, como um futuro visto humanitário para
entrar ao país.
Hoje testemunhará Joaquín
Chaffardet, um advogado de Carriles na Venezuela, que falará
sobre os serviços de inteligência de Caracas e os
perigos que Posada Carriles correria caso fosse enviado ao país.
René Cruz, da Federação Mundial de Presos,
não poderá testemunhar porque planejava falar sobre
os riscos que o ativista contrário ao governo de Fidel
Castro e ex-funcionário da CIA correria em Cuba, país
que não está entre as opções de
deportação.
Posada
Carriles tem 77 anos e está sob a custódia das
autoridades americanas desde que foi detido em Miami, em maio, por
entrar ilegalmente no país. A sua prisão foi
considerada como uma proteção do Estado
norte-americano sobre seu ex-colaborador, já que em todo o
mundo eram divulgadas denúncias de que o terrorista,
foragido da prisão venezuelana, estava em solo
norte-americano. Mas o império não se preocupou em
manter sua política internacional de combate ao terror.
Esta só vale para os outros países, principalmente
os ocupados e invadidos.
Publicado
no Diário
Vermelho
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