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*Chávez receberá prêmio da Unesco por contribuir para a integração da América Latina


Redacci
ón 31 de xaneiro 2006 O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez Frías, receberá o Prêmio Internacional José Martí 2005, do Conselho Executivo da Unesco (sigla em inglês para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Segundo a Unesco, o chefe de Estado venezuelano será premiado por contribuir com a unidade e a integração dos países da América Latina e do Caribe, assim como pela preservação de sus identidades, de suas tradições culturais e de seus valores históricos.

O ato de entrega do Prêmio está previsto para os dias 2 e 3 de fevereiro, na cidade de Havana, em Cuba, a propósito da comemoração, no último dia 28, do nascimento do humanista, escritor, tradutor, diplomata e professor José Martí, apóstolo da independência deste País.

O Prêmio foi criado em 1994 e é entregue de acordo com a recomendação de um júri internacional de sete membros, entre os quais figura a escritora sul-africana Nadine Gordimer, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 1991.

Nas edições anteriores do Prêmio José Martí, foram contemplados entre outros, o sociólogo mexicano Pablo González Casanova (2003), o pintor equatoriano Oswaldo Guayasamín (1999) e a historiadora dominicana Celsa Albert Bautista (1995).

A Unesco declarou José Martí como precursor da defesa do direito de todos os povos a gozar de uma educação que respeite sua diversidade.

A organização considera que Martí reuniu as qualidades de homem de profunda cultura, de um educador, de um científico e de um comunicador por excelência.

Nascido em Havana, Cuba, em 1853, e de países espanhóis, Martí militou desde sua juventude com seus textos sobre a independência cubana, a unidade dos países de América Latina e do Caribe e o conceito de paz universal.

Suas idéias lhe valeram o cárcere e o exílio na Espanha e no México. Mais tarde, se instalou em Nova York, Estados Unidos, onde morou por 15 anos e  trabalhou como diplomata e como jornalista no The Sun e no The Hour.

Após ser beneficiado pela anistia, ele regressou a Cuba, onde morreu, em 1895, em uma das batalhas pela independência da última colônia espanhola na América.


Fonte:
Diário Vermelho.


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