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*EUA
gastam mais dinheiro em perseguir Cuba que contra o
terrorismo
Redacción
29 de
setembro 2005
Os Estados Unidos gastam mais dinheiro perseguindo o comércio
cubano que o que destinam à luta contra o terrorismo dentro
de seu próprio país. Estas ações podem
ser comprovadas se examinamos as tendências do bloqueio
contra a Ilha durante o último ano, em que o governo
norte-americano apostou por derrubar de vez a “Revolução
comunista”. Ao apresentar o Relatório “Necessidade
de pôr termo ao bloqueio econômico, comercial e
financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”,
o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba,
Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou que “o bloqueio é
um elemento fundamental do terrorismo de Estado que o governo dos
EUA aplica contra a Ilha”.
Para isso não poupa
esforços nem se limita a violar os direitos constitucionais
dos cidadãos de seu país, aos quais nega qualquer
vínculo com Cuba. Sem falar das afetações que
provoca à economia cubana e de outros países, aos
quais pune por tentarem se aproximar da Ilha.
Durante
mais de 40 anos, a política contra Cuba teve um matiz
agressivo, acirrado nos últimos tempos. Agora, a Ilha
apresenta de novo ante a ONU um relatório detalhado das
conseqüências que para o povo cubano tem o acirramento
das restrições econômicas impostas.
“As
medidas do bloqueio abrangem tantos elementos e afetam em tal
magnitude a economia do nosso país, que se torna impossível
fazer um cálculo detalhado, mas de maneira conservadora
podemos afirmar que as perdas financeiras ultrapassam os US$ 82
bilhões”, acrescentou Bruno Rodríguez.
Chega
com compreender que as medidas contra Cuba dificultam as relações
econômicas com o exterior, obrigando o país a
procurar mercados mais longínquos, com a correspondente
diferença dos preços dos produtos e as elevadas
taxas de transporte.
Estas restrições dos
Estados Unidos contra Cuba violam as Normas do Sistema
Internacional de Comércio, pois Cuba perde todas as
facilidades de pagamento, ao ter que pagar à vista e
antecipado as mercadorias, com preços duplicados e até
triplicados.
No exterior, o bloqueio afeta tanto pessoas
naturais quanto empresas comerciais, organizações
não-governamentais e empresários, por desenvolverem
relações comerciais supostamente “ilegais”,
segundo as leis Torricelli e Helms-Burton.
“Em 2004,
por exemplo, um total de 77 companhias e instituições
bancárias de diferentes países foram multadas pelo
governo norte-americano, acusadas de violarem as leis do
bloqueio”.
Ainda, acrescentou Rodríguez, o
bloqueio considera-se uma ação de genocídio,
sobre as base das Convenções de Genebra e do Direito
Internacional Humanitário, que condenam o emprego de
medidas de caráter coercitivo, nomeadamente em matéria
de alimentos ou de remédios, inclusive em tempo de guerra.
“Na etapa prévia à agressão dos EUA ao
Iraque, por exemplo, a eliminação de remédios
e alimentos jamais foi incluída entre as sanções
a esse país”, acrescentou.
Sob nenhum conceito
justifica-se manter o bloqueio quando a situação
mundial mudou e a reação mundial é de
aproximação da Ilha. Ainda menos quando os governos
de marcante tendência bélica mantêm o
isolamento de Cuba, com base na manipulação dos
organismos internacionais nos quais exercem pressão contra
os países fracos para que se unam à farsa
política.
As medidas de repressão também
incluem os cidadãos norte-americanos que viajem a Cuba ou
que comprem produtos de origem cubana, inclusive se são
para consumir durante sua estada fora dos Estados Unidos.
“Temos
a certeza de que o povo norte-americano não é
insensível ao que acontece, pois hoje em dia o acesso à
informação é maior e noutras ocasiões
demonstrou que sabe reagir perante situações
difíceis, como aconteceu durante a guerra do Vietnã
ou no momento do seqüestro do menino Elián González”,
acrescentou o chanceler cubano.
“Mas, acontece que
nos Estados Unidos não há democracia, por isso os
norte-americanos que conhecem a verdade sobre Cuba são
ignorados por um sistema que sempre mente. Se o povo
norte-americano pudesse realmente opinar em uma democracia
legítima, com certeza revogaria imediatamente um governo
como o que existe nos EUA”, afirmou Rodríguez.
Para
Cuba, a votação na ONU representa, há 12
anos, a maior prova de que o mundo está contra as
restrições econômicas. Cada uma das ocasiões
anteriores, onde se põe à consideração
dos países membros da ONU a pertinência de eliminar o
bloqueio, ultrapassa os resultados precedentes.
Em
2004, 179 países votaram a favor do fim do bloqueio,
considerado o mais prolongado e cruel da história da
humanidade.
Relatório
completo em espanhol (pdf 129Kb).
Publicado
no Granma
Digital Internacional
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