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*EUA prolongam processo de Luis Posada Carriles


Redacción 29 de setembro
2005 O processo do terrorista anticastrista Posada Carriles continua sendo prolongado para impedir a sua extradição para a Venezuela, como foi largamente explicado na segunda-feira no programa "Mesa Redonda", da Televisão Cubana. O juiz William L. Abbott concedeu mais duas semanas ao Ministério Público para a apresentação de novas alegações e disse precisar de mais duas semanas para decidir se o assassino confesso de crimes contra civis (Carriles derrubou um avião em 1976 em solo venezuelano em que matou 79 pessoas) deve ser extraditado ou não.

Advogados do governo não apresentaram testemunhas nem evidências contra as alegações da Defesa na audiência de 15 minutos na segunda-feira passada (26). Não há expectativa para que o Ministério Público realize qualquer ação para modificar a decisão evidente de não extraditar Posada. Segundo a promotora Gina Garrett Jackson, o Governo está preocupado com o sistema de justiça na Venezuela e com suas ligações com Cuba, mas não tem provas para justificar que Posada seria torturado, a desculpa que vem sendo usada para mantê-lo sob sua tutela, como o terrorista quer.

A embaixada da Venezuela em Washington considera que dar asilo a Posada, cidadão venezuelano por naturalização, amparado no Tratado contra a Tortura, é deformar uma convenção destinada à proteção de vítimas inocentes, além de torná-lo um instrumento para proteger um terrorista. O advogado José Pertierra, representante do governo venezuelano, explicou que o fato de o Ministério Público dispensar a oportunidade de apresentar testemunhas e evidências, e deixar o caso à consideração do juiz abre o caminho para que o criminoso fique nos Estados Unidos.

Ele lembrou que Abbott é um juiz sem competência para julgar um criminoso internacional para ordenar ou não sua extradição. O Departamento da Justiça deve apresentar o dossiê de extradição ao tribunal federal, que é a instância apropriada. Na "Mesa Redonda" indicaram-se numerosas ações políticas, sociais e legais que se realizam em várias nações que exigem aos Estados Unidos a extradição de Posada.

Com agências internacionais.


Publicado no
Diário Vermelho


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