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Fidel: EUA promovem subversão contra Cuba

Redacción, 28 de xullo 2005. Cuba comemorou o 52º aniversário dos Quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, fortalezas da ditadura batista que foram atacados pelos então jovens revolucionários liderados por Fidel Castro. A data ficou conhecida como o Dia da Rebeldia Nacional.

No ato em homenagem ao aniversário, o presidente cubano Fidel Castro denunciou que o governo dos Estados Unidos promove a subversão e a desestabilização dentro da ilha com um papel protagonista do seu Escritório de Interesses (Sina) em Havana. Castro disse que com esse objetivo a administração do presidente George W. Bush investiu mais de 100 milhões de dólares, enquanto se multiplica todo tipo de agressões, inclusive as emissões de ondas de rádio e televisão, contra o país.

O presidente avalia que o governo republicano expressa o “mais repugnante e sinistro ódio contra um povo digno e heróico que não se dobra nem se intimida diante das ameaças nem ataques da potência mais poderosa”. Castro denunciou que o governo de Bush utiliza a Sina para esses planos e sobrepõe “os limites da mais elementar decência” para levar a cabo “insólitas provocações”. “Os chefes do Escritório de Interesses têm assumido diretamente a chefia dos grupos mercenários que de diversas formas e sob vários pretextos conseguem levantar elevados fundos”, revelou o chefe de Estado.

Ele indicou também que os escritórios e residências da Sina, amparadas pela impunidade diplomática, tem se convertido em locais de provocação para facilitar as comunicações e dirigir abertamente os mercenários. “Nem dissimulam, as estruturas diplomáticas são usadas descaradamente para introduzir de contrabando computadores, meios de comunicação, materiais impressos, panfletos e qualquer tipo de objeto e bens para seus assalariados”, enfatizou.

Ele disse que com os mesmos planos subversivos Washington multiplicou suas emissões radiais e televisivas contra a nação caribenha, inclusive nos momentos em que sua população trabalhava para se recuperar das enormes perdas provocadas pelo furacão Dennis. Castro acusou a Força Aérea dos Estados Unidos de empregar um avião militar do tipo Hércules para emitir sinais contrarrevolucionários e interferir nas transmissões cubanas.

O presidente cubano explicou que cinco dias antes da passagem do furacão, o Pentágono enviou da Flórida duas dessas aeronaves. Um desses aparatos voou consecutivamente nos dias 15, 16, 18, 20, 22 e 23 de julho passado, “em uma escalada provocadora e agressiva”. Deste modo, em menos de um ano, foram efetuadas 46 transmissões a partir deste avião militar.

Segundo Castro, estas e outras transmissões contrarevolucionárias totalizam 2,425 mil horas com 24 minutos semanais de rádio e televisão para Cuba, um recorde na história. "Enquanto que no Congresso de Washington pediam mais de 37 milhões de dólares para o terrorismo midiático anticubano, a Casa Branca oferecia 50 mil dólares a ilha a fim de mendigar as seqüelas da tragédia natural", disse o presidente.

Com Prensa Latina

Nova publicada no
Diário Vermelho .


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