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*Um milhão nas ruas de Los Angeles contra racista de Bush


Redacción 27 de marzo 2006 Entre 500 mil pessoas, segundo a polícia, e um milhão, conforme os organizadores, participaram neste sábado (25) de uma manifestação de rua em Los Angeles, em protesto contra um projeto linha-dura de legislação para a imigração nos Estados Unidos, que tem apoio do presidente George W. Bush. Os manifestantes exigiram anistia para os 11 milhões de imigrantes ilegais que se encontram no país.

Entre outras medidas, o projeto prevê que se construa muros ao longo de um terço da fronteira entre os estados Unidos e o México. O muro já vem sendo construído há anos e é o maior do mundo depois da milenar Muralha da China, mas segundo a Casa Branca precisa ser reforçado, pois é pela fronteira mexicana que entra a maioria dos clandestinos.

Outras manifestações em Phoenix e Atlanta

Os manifestantes, muitos deles hispano-americanos, se concentraram em frente à Prefeitura de Los Angeles para protestar contra o projeto de lei, que na sua opinião é racista e criminaliza os trabalhadores sem documentação. "O projeto de lei está errado porque este é um país para todos os que querem viver uma vida melhor e este é um mundo livre", disse o manifestante Lionel Vanegas, que tem uma empresa de contabilidade.

Los Angeles, na costa sul da Califórnia, é a cidade dos Estados Unidos que concentra o maior número de hispano-americanos. Dos deus 9,5 milhões de habitantes, 44,6% são hispânicos. E boa parte destes são imigrantes sem papéis, vindos principalmentge do México e América central. Na sexta-feira, manifestações semelhantes aconteceram em Phoenix, a maior cidade do vizinho estado do Arizona, e Atlanta, na Geórgia.

Bush rechaça idéia de anistia

Em seu pronunciamento semanal no rádio, neste sábado, Bush entrou no debate sobre imigração, antes de o Senado analisar legislação sobre o assunto. Ele defendeu a criação de um visto de trabalho temporário, um visto de trabalhador-convidado, em uma legislação mais abrangente, mas também fronteiras mais policiadas.

"Enquanto nós debatemos a imigração, temos que lembrar que há trabalhadores dedicados a serviços que os americanos não querem, que estão contribuindo para a vitalidade econômica do nosso país", disse Bush, polemizando com uma ala do seu partido, o Republicano, que ainda acha o projeto brando demais. Nessa tendência está Bill Frist, o líder da bancada republicana no Senado.

Bush deve se encontrar com o presidente mexicano Vicente Fox, em Cancún, na quarta-feira. Fox está desapontado com o fracasso do programa de trabalhador-convidado, implementado por Bush. O México colocou anúncios de página inteira em jornais dos EUA para promover a idéia.

Grupos para-militares de caça

Imigração é um dos assuntos-chave nas eleições de novembro nos EUA, onde os republicanos lutam para manter sua maioria nas duas casas do Congresso.

Bush vê o programa de trabalhador-convidado como uma maneira de conseguir o voto dos hispânicos nos estados-chave do Arizona, Novo México e Flórida. E tem o apoio dos empresários desejosos de garantir mão-de-obra a baixo preço. Mas os republicanos ultraconservadores estão enfatizando o reforço policial nas fronteiras.E grupos para-militares de extrema direita se dedicam a "fazer justiça com as próprias mãos", organizando patrulhas armadas de caça a imigrantes ilegais.

Em tese o programa oferecerá a cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais uma chance para regularizar seus papéis e trabalhar no país por até seis anos. Mas Bush rejeita qualquer descrição do programa como uma anistia. "Eu acredito que garantir anistia seria injusto, porque permitiria aos que violam as leis passar à frente das pessoas que as respeitam e esperam na fila pela cidadania", Bush disse.


Fonte: Diário Vermelho.

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