ArroutadaNoticias.com!, as novas galegas na rede

Arroutada Internacional

Publicidade
Contacto

Novas
Internacional
Anteriores
Opinión
Foro
Arquivo
Ligazóns


*
Cuba anunciou a doação do prêmio do Clássico Mundial de Beisebol aos danificados do Katrina, Maiami resposta com jogo sujo


Redacción 27 de marzo 2006 Na edição digital do dia 23, à noite, e na edição impressa do dia 24, o jornal norte-americano El Nuevo Herald publicou um insidioso artigo intitulado “Atrito entre EUA e Cuba por lucros do Clássico Mundial”, onde, citando um chamado porta-voz das Major Leagues de Beisebol, se tenta ignorar a decisão cubana de doar os ganhos que llhe correspondiam legitimamente às vítimas do furacão Katrina, ao conquistar a segunda colocação no torneio, e que não seriam entregues a Cuba, em virtude das criminosas e vergonhosas leis do bloqueio.

Como a opinião pública sabe, o gesto nobre e solidário dos jogadores de beisebol cubanos de doar o prêmio do Clássico Mundial aos danificados do Katrina não foi uma nova decisão anunciada pelo presidente Fidel Castro, terça-feira passada, ao dar as boas-vindas ao time cubano. Desde 14 de dezembro, a Federação Cubana de Beisebol (FCB) tinha encaminhado uma comunicação aos organizadores do Clássico Mundial, em que, em face da recusa do Departamento do Tesouro a autorizar a presença de Cuba no evento, sob o pretexto de que nosso país não receberia lucros, uma vez que transgrederia o irracional Plano Bush para Cuba, eram informados da decisão de doar tais ganhos pertencentes a Cuba às vítimas do furacão Katrina.

Na missiva da Federação Cubana de Beisebol se assinalava: “Não é o dinheiro como o OFAC se refere, o motivo pelo qual temos interesse em competir. “Nossa federação é de um país humilde, porém digno. Nosso único objetivo é cooperar a fim de que o beisebol continue se desenvolvendo e consiga, num futuro próximo, ser novamente incluído no Programa Olímpico. Nunca concorremos por dinheiro.

“A Federação Cubana de Beisebol, con o intuito de oferecer alternativas, estaria disposta a que o dinheiro que receba por sua participação no Clássico Mundial seja para: Os danificados do furacão Katrina em Nova Orleans.”

Embora saibamos dos propósitos e interesses que existem por trás do jornal de Miami, ignoramos até que ponto o senhor Patrick Courtneu, auto-intitulado porta-voz das Major Leagues, os representa, de quem sabemos, com certeza, que jamais participou das intensas e sérias negociações entre a Federação Cubana de Beisebol e os organizadores do Clássico Mundial nos últimos meses, que, finalmente, tornaram possível a participação bem-sucedida de nosso time na fortíssima competição esportiva.

Na carta endereçada, em 16 de dezembro, à FCB, o vice-presidente das Major Leagues e organizador principal do evento, sr. Paul Archey, salientou: “Agradecemos sua oferta de destinar os lucros gerados da participação da Federação Cubana de Beisebol no Clássico Mundial para benefício das vítimas do furacão Katrina”. Da mesma maneira, comunicou que, baseado na proposta cubana, seria novamente solicitada a licença ao Departamento de Estado para a presença de nossa seleção nacional no torneio.

Nos finais de 2006, o governo norte-americano viu-se compelido a autorizar a participação cubana no Clássico, face à contundente proposta de solução apresentada pela Federação Cubana de Beisebol e à ampla reação internacional, contrária ao propósito de excluir à nação cubana do evento.

Então, começou logo o difícil processo de preparação, a fim de garantir a presença de jogadores cubanos no Clássico Mundial, o qual incluiu a assinatura de acordos entre a Federação Cubana de Beisebol, os jogadores e os organizadores do evento.

Em 15 de fevereiro, numa carta encaminhada ao presidente da Federação Cubana de Beisebol, o vice-presidente das Major Leagues, senhor Paul Archey, manifestou: “Respondendo outros itens que vocês nos explanaram sobre a preocupação da Federação quanto à participação no Clássico Mundial de Beisebol, procuramos assessoria do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Depois de consultas ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, o Departamento de Estado nos autorizou a assumir os seguintes compromissos numa carta colateral com efeito obrigatório:

— No prazo de 120 dias, após terminar o torneio, o WBCI enviará a todas as Federações participantes uma relação das contas de qualquer prêmio em dinheiro e os lucros netos não conferidos. Tal relação das contas incluirá documentos, dando testemunho de que o WBCI doou todas esses lucros a organizações caridosas reconhecidas no mundo inteiro, como a CruzVermelha América e ao Fundo Katrina”.

A quem corresponde os ganhos não conferidos se não à Federação Cubana de Beisebol, impedida de aceder a eles por causa do absurdo e criminoso bloqueio? O que vão dizer o Departamento de Estado e os organizadores do Clássico Mundial sobre este acordo aprovado com a Federação Cubana? Quem mente?

Enquanto se põe em prática, de Miami, este novo jogo sujo contra Cuba, as vítimas do furacão Katrina continuam sendo alvo do descaso governamental e das nefastas conseqüências de sua condição de imigrantes para outros estados da União.

Cuba confirma sua solidariedade a eles e sua disposição de lhes doar o prêmio obtido legitimamente por jogadores cubanos nos campos de beisebol, demonstrando coragem, disciplina e respeito ao público porto-riquenho e norte-americano que o aclamou nos estádios. A visita do time cubano às áreas onde a organização das Major Leagues está construindo moradias para as vítimas do Katrina é prova do sentimento solidário e da grande qualidade humana de esportistas cubanos e seu apóio à decisão da Federação Cubana de Beisebol.

Os manipuladores e pusilânimes talvez ignorem o honorável gesto de Cuba; porém, os povos não.


Fonte: Granma Internacional.

Voltar a ArroutadaInternacional

Ir a Novas

Ver anteriores