|
Publicidade Contacto Novas Internacional Anteriores Opinión Foro Arquivo Ligazóns
|
*Novo
líder do Hamas aceita reconhecer Israel, sob
condições
Redacción
27 de febreiro 2006
O primeiro-ministro palestino designado,
Ismail Haniya, afirmou que o Hamas "está pronto para
reconhecer" Israel se forem dados ao povo palestino os seus
direitos e um estado nas terras ocupadas pelo exército
israelense desde 1967.
"Se Israel declarar que irá
dar ao povo palestino um estado e devolver todos os direitos,
então nós estamos prontos para reconhecê-los",
afirmou Haniya ao Washington
Post em
uma entrevista publicada na Internet neste sábado
(25).
"Não
queremos atirá-los no mar"
"Não
somos belicistas, não somos incitadores da guerra. Não
gostamos de sangue", disse o novo líder do Hamas. "Não
queremos atirá-los no mar", afirmou ainda, refutando
um antigo slogan árabe da guerra de 1948, que pretendia
"atirar os judeus no mar".
O Hamas escolheu
Ismail Haniya, de 43 anos, como o próximo primeiro-ministro
depois de vencer as eleições palestinas de 25 de
janeiro. O grupo espera completar a formação do
governo em duas semanas.
O Hamas tem afirmado que poderia
respeitar alguns aspectos dos acordos de paz dos anos 1990, como
os Acordos de Oslo (1993), que rejeitava no passado. Haniya disse
que o Hamas estava pronto para considerar conversas com Israel se
o estado judeu se retirar da Cisjordânia e do leste de
Jerusalém e reconhecer o "direito de retorno" dos
refugiados palestinos que fugiram na guerra de 1948 e seus
descendentes.
"Deixe Israel falar que irá
reconhecer um estado palestino ao longo das fronteiras de 1967,
libertar prisioneiros e reconhecer os direitos dos refugiados de
voltar a Israel. O Hamas terá uma posição se
isso ocorrer", comentou Haniya.
Israel
reincide no assassinato
Israel
se retirou da Faixa de Gaza em setembro após uma ocupação
de 38 anos, mas prometeu manter a ocupação de
Jerusalém. Construiu o "muro do apartheid"
retalhando a Cisjordânia. E não aceita sequer
discutir o retorno dos milhões de palestinos refugiados
depois das guerras de 1948 e 1967.
O primeiro ministro de
Israel, Ariel Sharon, que por seu passado de linha-dura conseguiu
ultimamente conduzir alguns passos rumo à conciliação,
como a desocupação de Gaza, está em coma há
45 dias, definitivamente incapacitado para retornar ao governo. E
seus sucessores, sob pressão das eleições
parlamentares do mês que vem, voltam a recorrer ao
assassinato "seletivo" de líderes palestinos,
enquanto fecham todos os canais de entendimento com o próximo
primeiro ministro palestino.
Governo
de coalizão
O
presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, encarregou
formalmente, na terça-feira, Ismail Haniya de formar o
próximo governo. Haniya indicou que o Hamas terá
reuniões de consulta com os outros partidos palestinos,
incluindo a Fatá, para formar um governo de coalizão
nacional.
Um responsável da Fatá afirmou
sábado, depois de se reunir com o Hamas, que o seu
movimento chegou a um acordo «de princípio»
para participar do novo governo, caso as duas partes estabeleçam
um programa comum. "O acordo de princípio e de
intenção (de participar do governo) existe, mas
devemos entender-nos sobre o programa", disse o líder
parlamentar da Fatá, Azzam Al-Ahmad. "Se chegarmos a
acordo, vamos participar. Senão, seremos uma oposição
construtiva", agregou.
Por seu lado, o chefe da
delegação do Hamas nesta reunião, Mahmud
Al-Zahar, assinalou que "todas as partes, nomeadamente os
irmãos da Fatá, têm a intenção
de participar no Governo" e "prosseguir as
discussões".
O presidente da Autoridade
Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas, da Fatah, encarregou
formalmente, na terça-feira, Haniya de formar o próximo
Governo, após a vitória do movimento nas eleições
legislativas de 25 de Janeiro.
Abbas
ameaça renunciar
Ontem,
porém, Abbas, pertencente à ala moderada da Fatá,
disse que pode renunciar se sentir que não conseguirá
desempanhar sua função de maneira adequada. "Nós
poderíamos chegar a um ponto no qual eu não
conseguiria mais desempenhar o meu papel", afirmou Abbas em
uma entrevista ao canal de TV britânico ITV.
"Eu
não vou continuar sentando aqui neste posto, contra e
apesar das minhas convicções", diz Abbas em
outro trecho da entrevista. "Se eu puder fazer alguma coisa,
eu continuarei (como presidente). Do contrário, eu sairei",
afirmou. "O Hamas deve dizer que aceita os compromissos
feitos pela Autoridade Palestina", disse ainda. Abbas foi
eleito presidente da Autoridade Palestina no ano passado, para um
mandato de quatro anos.
Fonte:
Diário
Vermelho.
Voltar
a ArroutadaInternacional
Ir
a Novas
Ver
anteriores
|
|