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Há 14 anos deu-se a Destruição da URSS e a proibição do PCUS


Redacción, 26 de agosto
2005 Em agosto de 1991, por meio da falsificação e da traição pelos inimigos da Rússia e de seus patrocinadores estrangeiros, foi destruída a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O Partido Comunista da União Soviética foi proibido de existir.

Passaram-se os anos e as numerosas promessas foram dissipadas como fumaça. Perderam-se as esperanças em chegar à despreocupada e livre vida, prometida pelos "grandes" conhecedores dos valores humanos. Não sabemos onde foram parar os dois Volga (1) que Anatoli Tchubais prometia a todos, com a privatização de fábricas e empresas. A economia do país estourou como uma bolha de sabão. Depois disso os trabalhadores viram suas economias perderem todo seu valor e os primeiros investimentos feitos no incipiente mundo dos negócios russo evaporaram durante o período de desvalorização da nossa economia.

Foram liquidadas as conquistas sociais obtidas durante o poder soviético, com suor e sangue. A carestia, o infinito aumento de preços e de tarifas, combinado com os salários miseráveis, converteram-se em algo tão cotidiano como as tais equipes de reformas econômicas, provenientes do mesmo ninho, que tanto falam de queda da inflação, mas nada de grandeza e florescimento de nosso país, nem de uma vida digna para os cidadãos da Rússia.

Mas, se as promessas dos reformistas não passaram de ilusões, desgraçadamente as advertências dos comunistas se cumpriram totalmente.

Desde os tempos do famoso "Que fale o povo!" (2), e apesar das intrigas e perseguições dos inimigos da Rússia, conseguimos recompor e fortalecer o Partido Comunista da Federação Russa. Conseguimos unir um amplo movimento de forças patrióticas russas, relançar a imprensa partidária e patriótica, encabeçar os movimentos de protesto.

O fato do PCFR ter se convertido na única ameaça real na luta com os inimigos da Rússia é demonstrado pelas ações persecutórias permanentes, organizadas pelas estruturas do poder. Muitos de nossos camaradas se encontram nas prisões. O terror midiático e a manipulação das campanhas eleitorais são a principal conquista da nova Rússia "democrática".

Nossos recursos naturais e nossa terra são saqueados com voracidade cada vez maior. E todas essas "conquistas" são coroadas pelo genocídio do povo russo, que pagou com nove milhões de vidas de seus filhos e filhas a reforma da Rússia.

Hoje, segundo os estudos sociais, a maioria dos que sobreviveram a esse período de marasmo, não iriam defender a "Casa Branca" (3), como fizeram em agosto de 1991.

Nestas condições, nós, os comunistas russos, declaramos que chegou o momento de exigir responsabilidade, um por um, a todos que enganaram o povo por todo esse tempo, aos que, de maneira ilegal, se apropriaram das riquezas do país: fábricas, minas, jazidas energéticas, tecnologias, criadas com o esforço de gerações de soviéticos. Os que converteram em papel as economias de toda uma vida de trabalho, os que deixaram apodrecer-se e fizeram morrer milhões de mulheres, idosos e crianças.

Chegou a hora de render conta de seus atos

Não podemos confiar na "justiça divina".

É hora de julgar os inimigos e traidores de nossa Grande Pátria em tribunais populares, que todos possam participar.

Seus crimes não prescrevem.

(1) Modelo de automóvel de fabricação soviética, utilizado habitualmente como veículo oficial.

(2) Em julho de 1991, o atual secretário-geral do PCFR, Guennadi Ziuganov, assinou — com outros líderes do partido (Prohanov, Varenikov, Gromov, Rasputin, Starodubtsev) que se opunham ao então desvio ideológico do PCUS — uma conclamação, intitulada "Que fale o povo", publicada em 28 de julho no diário Sovietskaya Rossía". O comunicado, lido pelos membros do Comitê de Salvamento, em 19 de agosto, relembrou essa conclamação.

(3) Em 1991, defender a "Casa Branca" (assim era chamado popularmente o edifício que sediava o Soviete Supremo da Federação Russa) significava colocar-se ao lado de Borís Yeltsin.

Partido Comunista da Federação Russa.

Publicado no Sovietskaya Rossía e no sítio Rebelión


Publicado no Diário Vermelho



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