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*Equador:
assinado acordo que põe fim à greve em área
petrolífera
Redacción,
26 de agosto
2005
O governo do Equador, as empresas petrolíferas e as
autoridades das províncias petrolíferas do nordeste
do Equador assinaram ontem um acordo que pôs fim à
greve geral que provocou a suspensão das exportações
de petróleo do país. Segundo o texto do acordo, as
empresas petrolíferas entregarão às
províncias amazônicas de Orellana e Sucumbíos
parte dos impostos sobre sua receita, asfaltarão 260
quilômetros de estradas na região e intensificarão
a contratação de empregados, bens e serviços
nas áreas em que atua.
No entanto, segundo as
agências internacionais, o acordo não inclui cláusula
alguma que impeça as petrolíferas e o governo de
acionar legalmente os responsáveis e os participantes da
greve, o que era reivindicado pelos líderes da paralisação.
O documento afirma que as autoridades locais e as multinacionais
petrolíferas propiciarão um "clima de boa
vizinhança" e se comprometerão a "cooperar
em harmonia" e a facilitar o desenvolvimento da região,
a principal produtora de petróleo do país e uma das
mais pobres.
O
acordo determina que o governo suspenderá, uma vez
oficializado o fim da greve, o estado de emergência
declarado na região na quarta-feira da semana passada pelo
presidente do Equador, Alfredo Palacio. O acordo foi assinado
pelos ministros de governo (Interior), Mauricio Gándara, e
de Energia, Iván Rodríguez; por representantes das
companhias petrolíferas; e pelos prefeitos de Orellana e
Sucumbíos. Também assinou o acordo o governador de
Pichincha, Ramiro González, que atuou como mediador junto
com representantes do episcopado católico e de organizações
de direitos humanos.
O acordo pôs fim à greve
iniciada em 14 de agosto, que paralisou Orellana e Sucumbíos
e fez o presidente Palacio declarar estado de emergência na
região no dia 17. No dia 18 de agosto, a produção
de petróleo do país chegou a níveis mínimos
e o próprio presidente decidiu suspender as exportações
petrolíferas, que ainda não foram retomadas, para
garantir a provisão interna.
Com
agências internacionais.
Publicado
no Diário
Vermelho
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