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*Um
milhão de cubanos protestam contra telão e políticas
dos EUA em relação à ilha
Redacción
25
de
xaneiro 2006
O presidente Fidel Castro saiu à frente de uma
passeata pacífica de mais de um milhão de pessoas
pela avenida beira-mar havanesa em repúdio às novas
provocações da Repartição de
Interesses dos EUA (SINA) e às pretensões da Casa
Branca de pôr em liberdade o terrorista Luis Posada
Carriles.
O
presidente cubano disse: “A conduta e ações de
resposta de Cuba ante as provocações do império
serão totalmente pacíficas, mas vamos enfrentá-las
com toda a força moral e, inclusive, estaremos dispostos a
responder com todas as armas para rejeitar qualquer agressão
que venha do império revolto e brutal que nos
ameaça”.
Antes
de iniciar a passeata, Fidel proferiu um breve discurso onde
reiterou os objetivos do governo estadunidense a respeito de Cuba,
que já tinha denunciado no programa de televisão em
22 de janeiro.
A manifestação gigantesca
rejeita as ações da SINA, quartel da subversão
interna, em cuja fachada foram colocados, nos últimos dias,
provocadores cartazes contra Cuba.
A liberdade de Posada e
a atitude da Repartição de Interesses fazem parte de
um plano agressivo mais amplo contra a Ilha, para provocar uma
grave crise entre os dois países, denunciou o presidente
Fidel Castro.
Esvoaçando bandeiras cubanas e
gritando lemas como: “Bush fascista, condena o terrorista”
e “Com a verdade, Cuba triunfará”, centenas de
milhares de estudantes, trabalhadores, camponeses, donas-de-casa,
marcham juntamente com dirigentes da Revolução,
intelectuais e políticos amigos de Cuba, como o escritor e
jornalista argentino Miguel Bonasso e Daniel Ortega, líder
da Frente Sandinista de Libertação Nacional, da
Nicarágua.
Estudantes universitários e
trabalhadores sociais iniciaram o desfile, como expressão
da participação entusiástica dos jovens no
processo revolucionário cubano.
Fidel:
O governo dos Estados Unidos procura
decididamente os seguintes objetivos:
Primeiro:
Libertar o terrorista Luis Posada Carriles, a quem as autoridades
desse país, incluído o pai do atual presidente,
treinaram e utilizaram para realizar crimes monstruosos contra o
povo de Cuba. Este sujeito repugnante foi recrutado e treinado
desde 1961 para cumprir missões especiais na invasão
mercenária da Baía dos Porcos; treinada
ulteriormente para realizar repugnantes atos terroristas contra
Cuba, para o qual foi preparado com esmero junto a Orlando Bosch,
anistiado por Bush pai quando era presidente; instruído
para participar na Operação Condor, organização
internacional terrorista que realizou odiosos crimes contra
personalidades latino-americanas; organizador e autor intelectual
da sabotagem e da explosão em pleno vôo da nave da
Cubana de Aviação, que matou 73 pessoas, em 6 de
outubro de 1976 em Barbados; libertado pela CIA do cárcere
da Venezuela, em 18 de agosto de 1985; ligado de imediato à
guerra suja contra a Nicarágua, fornecendo armas de El
Salvador e transladando drogas aos Estados Unidos. Luis Posada
Carriles sempre esteve estreitamente ligado aos órgãos
da inteligência dos Estados Unidos e foi financiado pelos
governos desse país, e utilizado através da chamada
Fundação Cubano-Americana, durante mais de quatro
décadas, tentando assassinar o chefe de Estado cubano. Foi
libertado por gestões do atual presidente dos Estados
Unidos, através do indulto assinado pela presidenta do
Panamá, Mireya Moscoso, em 26 de agosto de 2004. Levado sob
proteção do governo dos Estados Unidos a um país
centro-americano, foi autorizado a entrar clandestinamente ao
território dos Estados Unidos, o que fez entre 18 e 20 de
março de 2005, no iate “Santrina”, conduzido
pelo conhecido terrorista Santiago Álvarez, hoje também
estranhamente preso por tráfico de armas e por gravíssimas
violações das leis de segurança dos Estados
Unidos. Ninguém no mundo poderá negar estas
verdades.
Segundo: O atual presidente dos Estados Unidos
fracassou totalmente em seus planos de isolar e de asfixiar
economicamente Cuba; não admite seu fracasso e está
desesperado.
Terceiro: O governo dos Estados Unidos fez
todo o possível para satisfazer os desejos da máfia
terrorista cubano-americana, que fez com que o presidente George
W. Bush, através da fraude na Flórida, ganhasse a
disputada presidência desse país.
Quarto: O
presidente Bush e seu governo comprometeram-se com o macabro plano
de transição para Cuba, uma grosseira ingerência
na soberania de nosso país, que o levaria a séculos
de atraso.
Quinto: O governo dos Estados Unidos adotou
todas as medidas para privar Cuba de receitas absolutamente
legítimas, obstaculizando todo envio de remessas em
dinheiro, apelando inclusive ao inumano procedimento de proibir ou
dificultar ao máximo aos residentes dessa origem nos
Estados Unidos suas visitas a familiares cubanos.
Sexto: O
governo dos Estados Unidos pressionado pela máfia
cubano-americana propõe-se entre seus primeiros passos
violar abertamente o Acordo Migratório com Cuba.
Sétimo:
O governo dos Estados Unidos procura pretextos para impedir, custe
o que custar, a venda de produtos agrícolas a Cuba, que se
realiza em volumes crescentes sem que nosso país tenha
deixado de pagar pontualmente um centavo só durante cinco
anos, algo que esse governo não considerava possível
para uma nação agredida e bloqueada.
Oitavo:
O governo dos Estados Unidos, inconformado com a decisão
adotada pelo presidente Carter, em 30 de maio de 1977, se propõe
a forçar uma ruptura das atuais mínimas relações
diplomáticas com Cuba. As grosseiras provocações
que se realizam da sua Repartição de Interesses de
Havana, não têm nem podem ter outro propósito.
O
governo do presidente Bush sabe muito bem que nenhum governo do
mundo pode aceitar tão perverso ultraje a sua dignidade e
soberania.
“A conduta e as
ações de resposta de Cuba ante as provocações
do império serão totalmente pacíficas, mas
vamos enfrentá-las com a força da nossa moral e,
inclusive, estaremos dispostos a responder com todas as armas para
rejeitar qualquer agressão que venha do império
revolto e brutal que nos ameaça”.
Ninguém
se esqueça um instante daquela grande promessa do Titã
de Bronze: aquele que tentar se apropriar de Cuba colherá o
pó do seu solo alagado em sangue se não perecer na
luta.
Acompanharei esta marcha junto aos ardentes pioneiros
e estudantes que da tribuna antiimperialista, um pouco mais para
lá, alentam nosso valente e combativo povo que marchará
ante essa pérfida e provocadora repartição
como marchará contra qualquer agressor.
Pátria
ou Morte!
Venceremos!
Fonte:
Granma
Internacional.
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