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Fidel Castro convoca mobilização em massa contra escritório dos EUA


Redacción 24 de xaneiro 2006 O presidente de Cuba, Fidel Castro, convocou uma mobilização em massa para hoje (24/1), em frente à Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana (Sina), em resposta às "provocações" de Washington. A mobilização coincide com a data em que o Governo americano deve se pronunciar sobre a situação do anticastrista e ex-agente da Agência Central de Informação dos EUA (CIA) Luis Posada Carriles, acusado por Havana de múltiplos atos terroristas.

Em 24 de janeiro, "quando o status do feroz terrorista [Posada Carriles] será revisado, o povo da capital marchará adiantado, com toda sua impressionante massa revolucionária, disciplina e unidade frente ao Escritório de Interesses do Governo fraudulento e bastardo de Bush, que constitui hoje a pior ameaça para a paz do mundo", disse Fidel em um discurso na televisão local.

Fidel lançou duras críticas contra o Governo de George W. Bush, a cujos membros chamou de "mentirosos, mentecaptos, descarados", e contra o chefe da Seção de Interesses dos EUA em Havana, Michael Parmly, a quem se referiu como "idiota, bandido".

O líder cubano reagiu assim à decisão de Washington de instalar em sua sede diplomática em Havana uma tela gigante a partir da qual começou esta semana a emitir mensagens noticiosas e artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

As respostas de Cuba frente "às provocações do império serão absolutamente pacíficas, mas bateremos com toda a força de nossa moral, e estaremos ao mesmo tempo dispostos a verter até a última gota de sangue diante qualquer agressão bélica do império revolto e brutal que nos ameaça", disse Fidel em sua terceira aparição consecutiva na televisão local.

Fidel acusou também Bush de proteger Posada Carriles, a quem qualificou de "repugnante personagem" que foi "posto em liberdade por gestões do atual presidente dos EUA mediante indulto assinado pela ex-presidente do Panamá Mireya Moscoso", em 2004.


Fonte:
Diário Vermelho, foto1: Prensa Latina, foto2: Juventud Revelde.


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