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*PCs do Equador e Colômbia: conflito fronteiriço é provocado pelos EUA


Redacción 22 de febreiro 2006 No último dia 28 de janeiro, um vasto dispositivo do Plano Patriota, a cargo das forças militares da Colômbia ocupou ilegalmente o espaço aéreo da república do Equador, na província de Sucumbíos fronteira entre os dois Estados.

Diante do pedido de reconhecimento e explicações, o governo da Colômbia tem afirmado que se trata de uma ação involuntária que tente justificar no suposto amparo de insurgentes colombianos pelas autoridades do Equador. Depois da desculpa à mídia, o próprio presidente Uribe insistiu em culpar o Equador de oferecer proteção a terroristas. A grave violação da soberania de um país irmão provocou a mais severa crise nas relações bilaterais, que vêm sendo alteradas especialmente pelas operações militares contra-insurgentes em Putumayo e a pretensão do governo de Uribe de obrigar o Equador a atuar militarmente no conflito interno armado colombiano.

É uma situação real, que não pode ser desconhecida nem minimizada, que existe no Equador um amplo sentimento exigindo o respeito de sua soberania atingida, não somente pelas operações mencionadas senão que também por outras ações continuadas, junto com a decisão de suas autoridades e forças militares de não se envolver nos assuntos internos da Colômbia.

Para nossos partidos, o Partido Comunista do Equador e o Partido Comunista Colombiano, de conhecida trajetória internacionalista, os atos de provocação contam com a cumplicidade do Comando Sul dos Estados Unidos que patrocinam, a partir da base de Manta, a informação por satélite e as coordenadas de ação para as ações militares na fronteira.

O objetivo do Comando Sul é envolver o Equador, ainda que contra sua vontade, no conflito interno colombiano. O Plano Colômbia – Plano Patriota é instrumento de uma estratégia continental de repressão, agressão e avassalamento dos povos. Ao ambicionar posicionar o Equador como um “santuário terrorista” tenta atiçar uma confrontação irracional e inexistente entre nossos Estados e povos.

A Álvaro Uribe, obcecado por assegurar sua reeleição, não lhe faria mal uma rusga que lhe proporcionará um falso nacionalismo que reativará sua decadente popularidade. Consideramos um dever internacionalista e bolivariano rechaçar a trama por trás das provocações, especialmente o crescente intervencionismo militar estadunidense em nossa região e nas relações entre nossos Estados. Ao mesmo tempo, fazemos um chamado a que cessem as declarações irresponsáveis de Álvaro Uribe que põem em perigo a amizade e a convivência pacífica entre nossos países.

Nos unimos ao clamor por uma paz democrática na Colômbia e em toda região andina e amazônica, com base no respeito à autodeterminação dos povos, a plena soberania, a não ingerência nos assuntos internos das nações soberanas, a solução política negociada dos conflitos, o melhoramento das condições de vida dos habitantes de fronteira, o respeito dos direitos humanos e do direito internacional humanitário.

Nós, os Partidos Comunistas equatoriano e colombiano nos comprometemos em continuar promovendo estas bandeiras, exigir a desmilitarização das relações e da supressão do Plano Colômbia – Plano Patriota como a principal ameaça à paz e à convivência entre nossos países e na região sul-americana.

Partido Comunista Colombiano
Partido Comunista do Equador

Bogotá e Quito, 13 de fevereiro de 2006

Jaime Caycedo Turriago
Secretário geral do PCC

Gustavo Iturralde
Secretário geral do PCE


Fonte: Diário Vermelho.

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