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*Evo
Morales promete continuar luta de Che Guevara, diante de 100 mil
pessoas
Redacción
22 de xaneiro 2006
O presidente eleito da Bolívia se
comprometeu ontem (21/1) ante a grandeza de seus antepassados e
dos povos indígenas, a continuar a luta de Che Guevara e
do rebelde Túpac Katari, e a acabar com o
neoliberalismo.
O líder indígena assumiu
esses compromissos nas ruínas de pedra de Tiwanaku, da
poderosa civilização pré-Inca, localizadas a
70 quilômetros da capital La Pazdiante de cerca de 100 mil
bolivianos, depois de de receber os símbolos de comando,
como máxima autoridade andina. Morales pediu a bênção
e a energia espiritual de seus ancestrais andinos.
"Hoje
começa um novo ano para os povos originários do
mundo, uma nova vida que buscamos igualdade, justiça, uma
nova era", disse Morales na cerimônia.
"Aqui
segue a luta de Túpac Katari – rebelde
anticolonialista indígena do século XVIII e a luta
de Che Guevara vamos continuar", disse Morales.
"Só
com a força do povo vamos acabar com o estado colonial e o
modelo neoliberal (...) Esta luta não se pára, esta
luta não termina, no mundo governam os ricos ou governam os
pobres. Temos (...) a obrigação e a tarefa de criar
consciência no mundo inteiro para que as maiorias nacionais,
os pobres do mundo conduzam seu país", disse, depois
de saudar, com o punho levantado, aos seus assistentes, aos
indígenas e às pessoas das cidades, de toda a
Bolívia e dos países vizinhos.
O índio
aymara, de 46 anos, percorreu um caminho coberto de folhas de coca
entre os templos e pirâmides Tiwanaku, que datam de 700
a.C., na companhia de líderes espirituais.
Morales
foi recebido por quatro sacerdotes andinos que realizaram o ritual
de limpeza espiritual e energização do presidente
eleito, vestido uma túnica vermelha como as usadas pelos
sacerdotes Tiwanaku há mil anos e com um chapéu de
quatro pontas. Os líderes espirituais oficializaram Morales
como o comandante das 36 nacionalidades que formam a maioria
indígena da Bolívia.
Entre gritos de
"Jallalla Evo" (Vida longa a Evo), os líderes
realizaram rituais para energizar o presidente eleito e fizeram
oferendas a Pachamama, a mãe Terra, para agradecer pela
vitória.
Morales esteve em Tiwanaku, para rezar
para Pachamama, antes das eleições de 18 de
dezembro, nas quais o candidato da esquerda teve uma vitória
surpreendente com 54 por cento dos votos na Bolívia.
Morales
toma posse hoje no Congresso com a inédita presença
de 12 chefes de Estado, entre eles o presidente brasileiro Luiz
Inácio Lula da Silva.
Fonte:
Diário
Vermelho.
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