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*A
conexão entre o anticomunismo de Hitler e o do atual PP
Europeu
Redacción
21 de febreiro 2006
A Assembléia
Parlamentar do Conselho da Europa – que compreende 46 países
europeus – tem em sua pauta uma proposta sobre a
“Necessidade de uma condenação internacional
dos regimes comunistas totalitários”. A proposta é
do direitista Göran Lindblad, sueco, membro do eurobloco
direitista Partido Popular Europeu (PPE).
Em
todo o continente, e no mundo, erguem-se as vozes para repudiá-la,
como esta de Cyrille Sironval, veterano comunista belga e
professor universitário de biologia. Sua contribuição,
da qual reproduzimos extratos, foi apresentada no recente Encontro
dos Partidos Comunistas e Europeus contra o projeto
anticomunista.
O
fim do nazismo, 60 anos depois
"Eu ingressei no
Partido Comunista em 1935. Em Bruxelas, na libertação,
em setembro de 1944, éramos os donos, os donos absolutos.
Não havia mais gendarmes, nem polícia, mas sim os
partisans armados do Corpo 02 (da resistência
antinazista). Eu, fugido do campo de concentração,
era então comandante. Hoje, falo 60 anos mais tarde. E bem
o sinto.
O artigo 6 do projeto diz: 'Os partidos comunistas
permanecem legais e ativos em alguns países, mesmo quando
não se distanciaram dos crimes cometidos'. E no artigo 3:
'Os crimes são justificados em nome da teoria da luta de
classes e di princípio da ditadura do proletariado'.
Para
os admiráveis democratas do PPE, ainda passa que os
comunistas não se distanciem dos 'crimes', mas é
inaceitável que se justifiquem em nome da luta de classe e
da ditadura do proletariado. Eis o verdadeiro crime dos partidos
comunistas! Pois, vejam, os patrões capitalistas e os
banqueiros não aceitam a teoria da luta de classes, eles a
praticam! Travam a luta de classes, contra os operários!
Não aceitam a ditadura do proletariado; impõem a
ditadura do dinheiro!
Mas quem são esses
admiráveis democratas do Partido Popular Europeu,
sacrossantos porta-vozes dos direitos de exploração
dos homens-assalariados pelos homens-patrões? Quando
apresentam um tal projeto, são os arautos dos fascistas
europeus.
O que dizem hoje as sereias neoliberais unidas e
esses admiráveis democratas do PPE? Dizem que os operários
e sindicatos, com suas reivindicações e greves
ameaçam a rentabilidade das empresas; que a resistência
às sábias medidas de privatização
afetam a economia; que, enfim, é o trabalho dos
comerciantes, dos artesãos, dos agricultores, dos
empresários, crivados de impostos, que paga a fatura da
previdência social para-socialista. É exatamente o
que Hitler diria hoje em dia."
"O que faziam
os comunistas?"
Lindblad recorda como, nos anos
30, a imprensa comunista foi proibida na Bélgica, e com a
ocupação nazista os comunistas foram constrangidos à
resistência clandestina. "Éramos um bom milhar
de militantes na Bélgica. Muitos foram torturados,
assassinados, fuzilados, mortos em combate. O que faziam?
Aconselhavam as pessoas a resistir à ocupação.
Sem cessar, dia após dia, assim o faziam, como
formigas".
O veterano militante relembra ainda como,
após a libertação, 46 comunistas foram
eleitos para o Parlamento belga, e o governo vindo do exílio
na Inglaterra teve de incluir três ou quatro comunistas no
gabinete de ministros, que por sua vez impuseram a legalização
dos conselhos de empresa: "Por que? Porque o partido não
cessara por um instante o seu negócio, ou seja, o de
organizar, esclarecer, unificar, ajudar..."
"Hoje,
a guerra comercial, e a guerra pura e simples, os preparativos da
guerra preventiva 'contra o terrorismo', agravam as consequências
da exploração. E a tarefa dos comunistas, legais ou
ilegais, permanece clara: acolher, explicar, discutir, aconselhar,
alargar a frente única, organizar... E, entre eles, trocar
experiências, discutir, avaliar, corrigir, congregar,
unificar."
Extratos do texto publicado no site
internacionalista http://www.solidnet.org
Fonte:
Diário
Vermelho.
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