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*Jornal
dinamarquês pede desculpas por publicar charges
Redacción
20 de febreiro
2006
Jornais sauditas publicaram ontem um pedido
de desculpas do "Jyllands-Posten", o jornal dinamarquês
que publicou as charges do profeta Muhammad em setembro passado. A
publicação desencadeou uma onda de violência e
protestos pelo mundo, aindamais porque outros veículos,
alegando liberdade de imprensa, reproduziram os desenhos.
O
pedido foi publicado em forma de anúncio de página
inteira em um jornal de circulação em todo o mundo
árabe, e também em um jornal local. A rede de TV Al
Jazira reproduziu o pedido. "Permita-me, em nome do
'Jyllands-Posten', pedir desculpas pelo que aconteceu e declarar
minha forte condenação de qualquer passo que ataque
religiões específicas, grupos étnicos e
povos. Espero que com isto eu tenha removido o mal-entendido",
escreveu o editor do jornal dinamarquês, Carsten Juste.
A
publicação causou violentos protestos em vários
países muçulmanos, como no Afeganistão, em
Bangladesh, no Egito, na Índia, na Indonésia, em
Gaza, no Paquistão e na Turquia.
Marrocos
Ontem,
dezenas de mulheres islâmicas realizaram uma manifestação
ontem em Nador, 550 km a nordeste de Rabat, contra a publicação
das caricaturas a pedido da associação radical
al-Adl Wal Ihssane (Justiça e benfeitoria, não
reconhecida).
As manifestantes, todas usando véus,
pronunciavam mensagens hostis à Dinamarca e aos jornais que
reproduziram as caricaturas do profeta Maomé. Reunidas em
um local público próximo da grande mesquita do
centro da cidade, elas também protestaram contra os Estados
Unidos classificados como "inimigos dos povos".
Um
cordão de homens da al-Adl Wal Ihassan assegurou a ordem e
a organização da manifestação que
terminou calma. Diversas cidades marroquinas foram palco nos
últimos dias de manifestações de protesto
contra a publicação das caricaturas.
No dia
10 de fevereiro, uma "marcha nacional" reuniu mais de
10.000 manifestantes em Rabat. As autoridades marroquinas
proibiram a entrada no Marrocos de qualquer publicação
que reproduza os desenhos de Maomé.
Fonte:
Diário
Vermelho.
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