|
Publicidade Contacto Novas Internacional Anteriores Opinión Foro Arquivo Ligazóns
|
*Fita
atribuída a Bin Laden promete mais ataques aos
EUA
Redacción
20 de xaneiro 2006
Em uma gravação
de áudio divulgada pela rede de TV Al Jazira ontem
(19/1), uma voz atribuída a Osama bin Laden alerta sobre
novos ataques dentro dos Estados Unidos e diz que já há
preparativos para as ações. O líder da Al
Qaeda afirmou ainda, segundo a fita, que ofereceria uma trégua
condicional ao povo norte-americano.
“As
operações estão sendo preparadas e vocês
as verão em suas casas assim que estiverem completas",
disse a voz. "Nós
estamos vendo explosões em vários países da
Europa. Ações similares ocorrerão nos EUA, é
apenas uma questão de tempo. Eles [os ataques] já
estão em andamento, e vocês ouvirão falar
sobre eles em breve", informa a mensagem divulgada ontem.
Na
fita, ele disse que a Al Qaeda estaria disposta a responder à
opinião pública dos EUA a favor da retirada de
tropas do Iraque. "Não temos objeção em
responder a isso com uma trégua de longo prazo baseada em
condições justas."
Cia confirma que
voz é de Bin Laden
A CIA (agência de
inteligência dos Estados Unidos) confirmou que a voz
registrada na fita de áudio divulgada ontem é mesmo
de Osama bin Laden. De acordo com fontes da agência que
pediram anonimato, após análises técnicas,
foi confirmada a autenticidade da gravação.
Este
registro em áudio foi a primeira manifestação
pública do grupo terrorista desde dezembro de 2004.
Ataque
aéreo dos EUA matou líderes da Al Qaeda, diz
Paquistão
Dois importantes treinadores da Al
Qaeda e o genro do líder Nº 2 da organização,
Ayman Al Zawahiri, estavam entre os mortos dos ataques aéreos
americanos no remoto nordeste do Paquistão, na semana
passada, disseram, em Peshawar, no Paquistão, dois oficiais
paquistaneses anteontem (18/01). Os corpos dos homens ainda não
foram recuperados, mas os dois oficiais disseram que as
autoridades paquistanesas foram capazes de estabelecer por meio de
fontes de inteligência os nomes dos três mortos nos
ataques, e talvez um quarto.
Ambos os oficiais forneceram
informação de inteligência confiável no
passado, mas nenhum foi citado nominalmente por não estarem
autorizados a falar com a imprensa.
Autoridades americanas
se recusaram a dizer se os quatro membros da Al Qaeda foram
realmente mortos no ataque, ou se os homens estavam entre os alvos
dele. Mas um funcionário americano disse: "Havia
alguns tipos de pessoas que esperávamos que estivessem
lá".
Se algum deles ou todos foram realmente
mortos, isto seria um duro golpe para as operações
da Al Qaeda, disseram funcionários americanos, aos quais
foi concedido anonimato por não estarem autorizados por
suas agências a falar sobre o assunto. Eles disseram que
todos os quatro homens citados pelos oficiais paquistaneses
estavam entre o alto círculo interno de liderança da
Al Qaeda.
Os oficiais paquistaneses concordaram que as
mortes seriam um forte revés para a Al Qaeda nas áreas
tribais do Paquistão, mas reconheceram que centenas de
militantes estrangeiros ainda podem estar à solta na
região.
Os ataques aéreos, que mataram 18
civis, entre eles mulheres e crianças, provocaram revolta
no país, particularmente nas regiões tribais
autônomas e indóceis, forçando o governo a
condenar a invasão de aviões de guerra dos Estados
Unidos.
Algumas autoridades e políticos da oposição
acusaram o governo de inventar a presença de militantes
estrangeiros na área para atenuar a repercussão
política. Mas oficiais de segurança paquistaneses
têm sido consistentes em seus comentários e parecem
cada vez mais confiantes em suas informações. As
autoridades americanas, apesar de mais cautelosas, têm
repetido praticamente a mesma informação.
Alvo
Pelo
menos um dos homens que as autoridades paquistanesas acreditam que
tenha morrido, um egípcio de 52 anos conhecido aqui como
Abu Khabab Al Masri, está na lista dos mais procurados dos
Estados Unidos com uma recompensa de US$ 5 milhões pela
ajuda para sua captura. Seu verdadeiro nome é Midhat Mursi
Al Sayid Umar, que segundo o site do governo americano,
rewardsforjustice.net, era um perito em explosivos e venenos.
Abu
Khabab, diz o site, operava o campo de treinamento da Al Qaeda em
Darrunta, perto de Jalalabad, no leste do Afeganistão, e
treinava centenas de combatentes. Ele foi responsável pela
compilação de um manual de treinamento com receitas
para armas químicas e biológicas rudimentares, disse
o site.
Acredita-se que outro egípcio, conhecido
pela alcunha de Abu Ubayda Al Misri, tenha sido morto, disseram os
oficiais paquistaneses. Ele era chefe das operações
de insurreição em uma região próxima
da área onde os ataques aéreos ocorreram, segundo um
dos oficiais paquistaneses.
Como chefe de operações,
Abu Ubayda comandava ataques contra as forças americanas em
sua parte do sul do Afeganistão, dando treinamento e apoio
para grupos rebeldes ativos na área. Ele também
servia como ligação para os altos líderes da
Al Qaeda, fornecendo logística e segurança para
importantes membros da Al Qaeda na região, disse o
oficial.
Após a queda do Taleban, Abu Ubayda se
mudou para a cidade paquistanesa de Shakai, no Waziristão
do Sul, onde comandava um pequeno grupo de árabes, mas
deixou a área quando as forças armadas paquistanesas
montaram operações contra os militantes estrangeiros
ali em fevereiro de 2004, disseram os oficiais.
O terceiro
homem que teria sido morto era um marroquino, Abd Al Rahman Al
Maghrebi, que é genro de Zawahiri, disseram os oficiais.
Maghrebi estava encarregado da propaganda da Al Qaeda na região,
e pode ter sido responsável pela distribuição
de vários CDs mostrando as atividades de combatentes do
Taleban e da Al Qaeda no sul do Afeganistão nos últimos
meses.
Um quarto homem, Mustafa Osman, outro egípcio
e associado de Zawahiri, também pode ter sido morto, disse
um oficial de segurança paquistanês. Mas o destino
dele era menos certo. Mais um ou dois militantes estrangeiros
podem ter sido mortos, ele disse.
Um dos funcionários
americanos disse que outro membro importante da Al Qaeda,
identificado como Khalid Habib, podia estar no local do ataque. O
nome dele estava circulando entre as autoridades paquistanesas
como alguém que poderia ter morrido, apesar de não
estarem certos.
Habib é o comandante operacional
geral da Al Qaeda no Paquistão e Afeganistão, um
posto importante e que seria o mais significativo entre os que
estariam no local do ataque, que ocorreu na aldeia de Damadola,
por volta das 3h15 da madrugada de sexta-feira.
Após
uma investigação inicial do ataque, as autoridade
provinciais paquistanesas disseram em uma declaração
na terça-feira que entre 10 a 12 militantes estrangeiros
teriam sido convidados para um jantar na aldeia na noite do
ataque, em 13 de janeiro.
O alvo do ataque, disseram
funcionários americanas, era o Nº 2 da Al Qaeda,
Zawahiri, mas eles reconheceram que ele não foi morto no
ataque e os oficiais paquistaneses disseram que Zawahiri não
conseguiu comparecer ao jantar naquela noite.
A declaração
das autoridades provinciais paquistanesas dizia que entre quatro a
cinco corpos foram retirados dos escombros do bombardeio
rapidamente após os ataques e enterrados secretamente em
algum local nas montanhas.
Um dos homens que morreu com sua
família na destruição de sua casa, Bakhtpur
Khan, foi citado como agente da Al Qaeda e Faraj Al Libi seria um
simpatizante, disse um dos oficiais paquistaneses. Libi, que foi
capturado no Paquistão no verão passado, teria dito
a um interrogador que se encontrou anteriormente com Zawahiri na
casa de Khan, em Damadola, segundo o oficial.
É
improvável que Zawahiri estivesse na casa na hora do
ataque, porque ele estaria acompanhado de uma comitiva maior,
disse um dos oficiais paquistaneses.
Aldeões, muitos
dos quais simpatizantes do Taleban e da Al Qaeda, continuam
insistindo que não havia militantes estrangeiros na aldeia
na hora dos ataques aéreos.
A televisão Al
Arabiya noticiou que Zawahiri estava vivo, citando um membro da Al
Qaeda, dias após o ataque. Uma agência de notícias
no Afeganistão, a "Pajhwok Afghan News", também
relatou que um membro da Al Qaeda telefonou para a agência
para dizer que Zawahiri estava em segurança.
A
agência de notícias identificou o responsável
pelo telefonema como sendo Ahmad Solaiman, um marroquino que atua
como porta-voz do grupo. Em um despacho de 18 de janeiro, a
agência o citou como tendo dito que Zawahiri "está
vivo" e que "os relatos sobre sua morte são
falsos".
Um funcionário de contraterrorismo
americano disse que a declaração estava sendo vista
com uma grande dose de ceticismo, porque a Al Qaeda geralmente
escolhe veículos mais importantes para divulgar declarações
públicas.
Um oficial de segurança paquistanês
disse logo após os ataques que estava confiante de que
Zawahiri tinha sobrevivido.
Fonte:
Diário
Vermelho.
Voltar
a ArroutadaInternacional
Ir
a Novas
Ver
anteriores
|
|