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*Cuba
prepara primeira reunião sobre a Alba, alternativa à
Alca, promovida pela Venezuela
Redacción
20 de xaneiro 2006
As autoridades cubanas definem os
preparativos para a realização em Havana da primeira
reunião sobre a Alternativa Bolivariana para as Américas
(Alba), informou anteontem (18/1) o jornal oficial Granma.
O
presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da
Assembléia Nacional do Poder Popular (Parlamento) cubana,
Osvaldo Martínez, disse ao jornal que a reunião será
realizada "em breve", sem especificar datas, para
analisar as vantagens e perspectivas da Alba.
Cuba
é até agora o único país que aderiu à
iniciativa promovida pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez,
como alternativa à Área de Livre Comércio das
Américas (Alca), defendida pelos EUA.
Martínez
disse que foram convocados parlamentares venezuelanos para
examinar em conjunto uma iniciativa que "pela primeira vez"
coloca a integração regional do ponto de vista da
"solidariedade e da cooperação".
Segundo
ele, o encontro "é mais um dos primeiros debates de
qualquer tipo que serão feitos sobre a Alba" e nele
serão abordados seus resultados, especificamente, os
validados pelos acordos com Cuba, que intensificaram os laços
bilaterais em matéria comercial e de cooperação
em saúde e educação.
De acordo com
Martínez, o fórum permitirá aprofundar na
base conceitual da Alba as diferenças com a integração
econômica neoliberal e os desafios que a América
Latina tem diante de si em momentos de mudanças políticas
como, por exemplo, a recente vitória de Evo Morales na
Bolívia.
Alca:
estratégica neocolonialista dos EUA
A Área
de Livre Comércio das Américas (Alca) pretende ser o
maior bloco econômico do planeta, reunindo os 34 países
do continente americano – que somam um Produto Interno Bruto
de quase US$ 11 trilhões e mais de 808 milhões de
habitantes. Somente Cuba, por rejeição dos EUA e
também por sua corajosa defesa da integridade nacional,
está de fora das negociações deste
tratado.
Embora a sigla trate apenas do fantasioso “livre
comércio”, o alcance da Alca será bem maior.
Na prática, ela visa avançar na total
desregulamentação das economias latino-americanas e
na anulação completa do papel dos estados nacionais.
“Trata-se de um projeto estratégico dos Estados
Unidos de consolidação de sua dominação
sobre a América Latina, por meio da criação
de um espaço privilegiado de ampliação de
suas fronteiras econômicas”, explica o deputado
federal Aloizio Mercadante (PT/SP). “A Alca faz parte da
estratégica neocolonialista do imperialismo
norte-americano, é uma medida para a anexação
das economias latino-americanas”, afirma a resolução
do Partido Comunista do Brasil (PcdoB).
Através da
Alca, os EUA pretendem impor ao hemisfério todas as regras
em negociação na OMC (Organização
Mundial do Comércio). Ela também seria uma extensão,
para pior, do Nafta – o tratado em vigor desde 1994 que
inclui os Estados Unidos, o Canadá e o México.
Os
povos latino-americanos nada têm a ganhar com esta nova
ofensiva do imperialismo. Os apologistas da Alca afirmam que ela
incentivaria o “livre comércio” entre as
nações. Entretanto, conforme demonstram vários
estudos, é impossível existir comércio justo
entre países com diferenças tão gritantes. Os
EUA sozinhos, como potência hegemônica mundial,
controlam quase 80% do PIB do continente. Brasil e Canadá
detêm, cada um, cerca de 5%. México e Argentina
aparecem em seguida, num patamar em torno de 3%. A partir daí,
todos os demais países da região respondem
individualmente por 1% ou menos do PIB continental. Diante de
tamanha assimetria, a tendência natural é de que os
EUA engulam de vez a economia latino-americana, causando falências
de empresas e demissões em massa.
Fonte:
Diário
Vermelho.
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