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Morales defende julgamento de responsáveis por transferência de mísseis aos EUA


Redacción 19 de xaneiro 2006 O presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, anunciou ontem (18/1) que processará os militares e civis responsáveis pela transferência e desativação nos Estados Unidos de 30 mísseis bolivianos.

O armamento, de fabricação chinesa, supostamente estava
em desuso e foi tirado do país em outubro após uma operação de transferência que não cumpriu com os procedimentos militares habituais, reconheceu na noite de ontem o atual presidente boliviano, Eduardo Rodríguez.

Na véspera, o caso provocou a renúncia do ministro da Defesa, Gonzalo Méndez, e a destituição do chefe do Exército, Marcelo Antezana, que foi substituído ontem pelo general Orlando Paniagua por meio de decreto do Palácio do Governo de La Paz.

Méndez renunciou para permitir uma investigação sobre sua atuação e Antezana por ter dado declarações polêmicas sobre o assunto que foram interpretadas como um ato de indisciplina.

Morales anunciou que aprofundará a investigação sobre o caso, ordenada na noite de anteontem por Rodríguez, tão logo assuma a Presidência, neste domingo (22). O objetivo é determinar os responsáveis pela operação, que devem "ser punidos rigorosamente", segundo disse.

Crime contra a Bolívia

"Os autores intelectuais e materiais, militares e civis têm que ser julgados", destacou o governante eleito. De acordo com Morales, a entrega dos mísseis aos EUA desarmou o país, e constitui "crime" e uma forma de "traição à pátria".

Em novembro, o Movimento Ao Socialismo (MAS) de Morales apresentou à Promotoria Geral uma denúncia contra Rodríguez por ter tomado a decisão como comandante geral das Forças Armadas.

O atual governante justificou a ordem de desativar os mísseis com o argumento de que eram material em desuso e perigoso, mas esclareceu que ninguém autorizou seu deslocamento para os EUA.

Rodríguez lembrou que foram descumpridos procedimentos militares na operação e pediu à Chancelaria que envie uma nota à Embaixada dos Estados Unidos para pedir um exame cuidadoso da atuação de seus militares no caso.

Os restos dos mísseis desativados foram devolvidos ao país pelos EUA.


Fonte:
Diário Vermelho.


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