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*Entidades
preparam marchas do "Fora Bush" no Brasil e na
Argentina
Redacción
18 de outubro 2005
Os
movimentos sociais, a juventude e os partidos de esquerda se
preparam para deixar claro que Bush não é bem vindo
no Brasil!
Como o Vermelho noticiou
no início
deste mês, a União
da Juventude Socialista (UJS) lançou o chamado à
mobilização da juventude brasileira para os dias 5 e
6 de novembro, quando é prevista a passagem de Bush pelo
Brasil, num roteiro que incluirá Argentina (onde haverá
a Cúpula da OEA), Brasil e Panamá. Na Argentina, a
Cúpula dos Povos prepara uma grande agenda de protestos
para o dia 5/11, reunindo em Mar del Plata milhares de ativistas e
também mobilizações e greves em todo o
país.
Na
Argentina, a Cúpula dos Povos prepara uma grande agenda de
protestos para o dia 5/11, reunindo em Mar del Plata milhares de
ativistas e também mobilizações e greves em
todo o país.
A Oclae (Organização
Continental Latino-Americana e Caribenha dos Estudantes) participa
da articulação dos protestos na Argentina e procura
estimular manifestações em qualquer país onde
o “presidente da guerra” vá.
Segundo o
brasileiro Rubens Diniz, do Secretariado da Oclae: “estamos
chamando os estudantes brasileiros, argentinos e panamenhos a
somar com a sua irreverência e rebeldia nos grandes
protestos que se preparam pela passagem de Mr. Danger pela
América Latina. Especialmente quando o imperialismo faz um
perigoso movimento no sentido de ampliar sua presença
militar no cone-sul, visando a Tríplice Fronteira e o
Aqüífero Guarani”.
Fora Bush do
Paraguai
A resposta ao chamamento da Oclae não
tardou. Em Mato Gosso do Sul, segundo Jean Lima, presidente
estadual da UJS, “já entramos em contato com a
Juventude Popular Socialista (JPS), a Juventude do PT (JPT), a
União Campo Grandense dos Estudantes Secundaristas, os DCEs
da Federal, da Universidade Católica Dom Bosco, a seção
local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Cebrapaz e a
Federação dos Trabalhadores em Educação
de Mato Grosso do Sul (Fetems) e a receptividade é muito
boa”. Em Campo Grande, a expectativa é contar com o
apoio da importante Colônia Paraguaia, numerosa e
organizada, para realizar um protesto que una os dois povos na
luta contra a instalação de uma base yankee
no país irmão. Nesta quarta-feira (19), às
17h na Fetems, a Coordenação dos Movimentos Sociais
(CMS) estadual fará uma reunião para unificar todos
na construção da manifestação.
Em
São Paulo, o Sindicato dos Advogados e a Campanha Estadual
de Luta Contra a ALCA reuniu-se na última quinta-feira (13)
e expressaram o interesse de organizar uma marcha unificada
Anti-Bush que tome a Avenida Paulista. Segundo Socorro Gomes,
presidente do Cebrapaz, “a disposição dos
companheiros da Campanha contra a ALCA de São Paulo é
de unir o máximo de esforços para mostrar ao país
que Bush é persona non grata”.
Plenária
Nacional da CMS: Fora Bush
Esta disposição
foi reforçada quando neste último sábado (15)
realizou-se a Plenária Nacional da CMS, contando com a
presença de 13 estados e as principais entidades do
movimento social brasileiro. A Plenária iniciou a
elaboração de uma Carta de Repúdio à
vinda de Bush ao Brasil que será amplamente divulgada e
aberta a todas as entidades.
A CMS chama atos em todos os
Estados, com ênfase nas manifestações que se
preparam em Brasília e São Paulo. O Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), envolvido na realização
da Assembléia Popular Mutirão por um novo Brasil, já
mandou fazer 100 mil cartazes que estão sendo distribuídos
pelo país afora e a expectativa é potencializar as
mobilizações unitárias que a CMS chama nos
Estados.
E em Brasília será realizada às
19h00 desta terça-feira (18) a reunião
extraordinária convocada para compartilhar as resoluções
da Plenária Nacional da CMS, jogando peso no ato do Fora
Bush em 6/11. Segundo João Lopes, Secretário de
Política Sindical da CUT-DF, “a visita de Bush
reflete sua preocupação com o movimento progressista
na América Latina, buscando influenciar os países da
Região". Segundo Lopes, "A CUT é contra
essa visita e está se emprenhando em mostrar que este
senhor é persona non grata no nosso país”.
Oportunidade
da Unidade
Para Gustavo Petta, presidente da União
Nacional dos Estudantes (UNE), a visita do "Senhor da Guerra
é preocupante, mas desafiadora". Segundo pETTA, “a
vinda de Bush ao Brasil – pretendendo intimidar e seduzir –
pode acabar como um tiro no pé. Os movimentos sociais
brasileiros, as diversas juventudes partidárias de
esquerda, as campanhas e redes que se articulam no Brasil e na
América Latina são chamadas à UNIDADE para
dar uma resposta à altura. Por onde ele passar só se
ouvirão vaias e condenações de toda a
Humanidade que repudia a Guerra, a violência e o genocídio
que o imperialismo ianque promove”.
Paulo
Vinícius Diretor da Comissão de Solidariedade
Internacional da UJS
Nova
publicada no Diário
Vermelho
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