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Exército israelense mata Fabed Salah, o chefe do Hamas, em Tulkarem


Redacción 18 de xaneiro 2006 Efetivos do Exército israelense de operações em Tulkarem mataram ontem (17/1), o chefe do Movimento Islâmico Hamas nessa cidade, Fabed Salah A-Din, a quem iam prender, segundo testemunhas dessa localidade do norte da Cisjordânia.

Fontes militares israelenses disseram por sua vez que a vítima disparou contra os soldados quando se dispunham a detê-lo e estes responderam ao fogo. Durante o tiroteio um soldado israelense ficou ferido, acrescentaram as fontes.

Além disso, em uma das freqüentes operações noturnas, o Exército israelense deteve esta madrugada 18 ativistas palestinos no norte da Cisjordânia, no distrito de Ramala e Hebron.

Na cidade sagrada de Hebron, na Cisjordânia meridional, grande quantidade de efetivos militares e da Polícia tinham ordem de prender ontem todos os cidadãos israelenses que se encontram no enclave de mais ou menos 700 colonos judeus e que não residam no lugar.

O comandante militar da zona central, general Yair Naveh, com jurisdição na Cisjordânia, lhes deu prazo até as 10h00 (06h00 de Brasília) para deixar a cidade após cinco dias de desordens e enfrentamentos com as forças de ordem.

O oficial militar decretou "zona militar fechada" no enclave judeu, formado por sete pequenos bairros, entre estes o de "Abraão, nosso pai" (Abraham avinu), junto ao mercado árabe.

São extremistas judeus, adolescentes de ambos os sexos em sua maioria, que se estabeleceram na quinta-feira anterior no assentamento para resistir ao despejo de oito famílias de colonos de dois edifícios no mercado palestino fechado há meses.

Os colonos sustentam que esses edifícios pertenceram a uma sociedade de judeus sefarditas que fez parte da comunidade israelita de Hebron até 1929, quando cerca de 100 de seus membros foram assassinados em um pogrom cometido por radicais muçulmanos da cidade onde pessoas veneram o suposto túmulo de seu ancestral comum, o patriarca bíblico Abraão ou Ibrahim.

As autoridades militares, informou ontem a rádio pública, consideram a possibilidade de indenizar os proprietários palestinos de 20 dos comércios nos terrenos reivindicados pelos colonos, que queimaram as mercadorias dentro dos locais. Uma das famílias que deve despejar sua casa recorreu à justiça alegando que ocupa um antigo solar judeu.

As violentas desordens entre os extremistas -mais ou menos 300 militantes procedentes de diferentes assentamentos judaicos da Cisjordânia - e as forças de ordem, cessaram parcialmente anteontem (16/1).

Fonte:
Diário Vermelho.


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