ArroutadaNoticias.com!, as novas galegas na rede

Arroutada Internacional

Publicidade
Contacto

Novas
Internacional
Anteriores
Opinión
Foro
Arquivo
Ligazóns


*Cresce levante indígena contra repressão equatoriana


Redacción 17 de marzo 2006 Indígenas equatorianos iniciam hoje o quinto dia de protestos com o bloqueio de ruas e estradas em nove províncias do país, mesmo com a ameaça do Exército de usar a força para impor a ordem. Nos nove territórios, cujas vias estão bloqueadas, aumenta a tensão diante da repressão. A Conaie, a Assembléia dos Povos e a Rede Amazônica de Sucumbíos se mobilizam em apoio ao levante.

O levante vem avançando rumo a Quito, onde no último dia 15, estudantes saíram às ruas com a mesma plataforma de luta. O protesto foi duramente reprimido. A Igreja da Catedral, ocupada há dois dias, encontra-se cercada por forças policiais. Os primeiros grupos de indígenas chegaram ontem a Quito e pode ocorrer uma nova tomada da capital da República.

Porta-vozes do governo admitem que podem estar se aproximando dias de profunda instabilidade para o país. Eles propuseram, pela primeira vez desde o início das negociações do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos, um fórum aberto através dos meios de comunicação. Mas, segundo o jurista Augusto Tandazo, os negociadores foram obrigados a assinar uma cláusula de confidencialidade garantindo que já se encontra negociado 90% do Tratado pelas costas do país.

Em cadeia nacional, Palacio, presidente constitucional, se pronunciou sobre o processo de negociação que mantém o Estado equatoriano com os EUA, assegurando que defenderá os interesses nacionais. O mesmo argumento que sustentou frente ao contrato com a petroleira Oxy, para dizer que a reforma constitucional profunda será o único caminho para garantir a sobrevivência do Equador.

Em decorrência disso, houve uma radicalização dos protestos nas províncias de la Sierra e Amazônia, assim como uma forte repressão policial. O ministro da Defesa, Oswaldo Jarrín, anunciou o início de um plano de restabelecimento da paz e de proteção dos bens públicos e ordenou a transferência de um contingente de dois mil militares à província de Pastaza com o objetivo de enfrentar os manifestantes.

Segundo a agência equatoriana Altercom, a violenta repressão policial e militar ante os protestos indígenas deixou feridos consideráveis. Uma criança de um ano de idade foi atingida por bala, em Cotopaxi. Em Cajas, três indígenas foram feridos gravemente, depois de uma violenta repressão desatada pela polícia e os militares contra comunidades mobilizadas. Segundo explicam porta-vozes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), organização que lidera a mobilização em nível nacional, no setor de Cajas, Alberto Cabascango perdeu o olho por causa do impacto de uma bomba disparada pelas forças equatorianas.

Em Cañar e Zamora, a repressão foi tão exagerada que a polícia esgotou sua dotação de bombas lacrimogênias e enfrentou a população com pedras. Neste último ponto, foi informado que três mulheres da terceira idade se encontram feridas.

A Conaie confirmou que o trânsito de carros pelas ruas de La Sierra continua interrompido, o que motivou certo desabastecimento nos mercados das capitais provinciais. Na capital do país ocorreu também uma manifestação com milhares indígenas de Imbabura e de outras regiões do país, assim como dos movimentos sociais e populares. A organização também desprezou um convite do subsecretário do governo Felipe Veja para participar neste fim de semana de uma oficina sobre o TLC e informou que está analisando o convite para dialogar com o presidente Palacio.


Fonte: Diário Vermelho.


Voltar a ArroutadaInternacional

Ir a Novas

Ver anteriores