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*Cuba
alerta sobre manipulação do Conselho de Direitos
Humanos
Redacción
17 de
marzo 2006
Cuba
advertiu, em 15 de março, que a resolução
aprovada acerca do Conselho de Direitos
Humanos não impedirá a repetição
das manobras tradicionais das potências do Norte contra o
Terceiro Mundo, informou a Prensa Latina.
O
embaixador de Cuba nas Nações Unidas, Rodrigo
Malmierca, indicou que se aspirava ao estabelecimento de um
organismo que contribua para o fortalecimento do sistema
internacional de promoção e proteção
dos direitos humanos, mediante uma genuína
cooperação.
Disse que apesar de suas sérias
reservas e tendo em conta, sobretudo, os pedidos feitos pelas
delegações amigas, Cuba votou a favor.
Malmierca
indicou que os Estados Unidos e seus aliados teimam em que no novo
Conselho de Direitos Humanos continue prevalecendo o enfoque
punitivo e sancionador.
Este enfoque, frisou, agora se
agrava “pela capacidade de suspender os direitos daqueles
que questionem, incomodem ou tão só discordem dos
projetos de dominação hegemônica do
império”.
O embaixador disse que o texto,
aprovado por 107 votos a favor, quatro contra e três
abstenções, não representa um ponto de
balanço nas posições negociadoras, como
muitos querem fazer crer.
Assegurou que Cuba não foi
enganada pelos protestos gritantes dos Estados Unidos.
O
fato de que esse país (os EUA) tenha solicitado o voto do
texto “não significa que o mesmo não tenha
sido concebido e negociado nos bastidores, para satisfazer suas
exigências principais, sacrificando interesses vitais dos
países do Sul”, precisou.
Ao explicar as
reservas em torno do conteúdo do texto, Malmierca frisou
que diminuiu o número de membros em comparação
com a Comissão, em detrimento da representatividade do
órgão.
Fonte:
Granma
Internacional.
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