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*Bush
usará a propaganda para forçar mudança
política no Irã
Redacción
17 de febreiro
2006
O governo do
presidente George W. Bush solicitará 75 milhões de
dólares ao Congresso dos Estados Unidos para financiar um
programa de propaganda destinado a forçar uma mudança
política no Irã, anunciou o Departamento do Estado.
Segundo informações divulgadas na última
quarta-feira, o porta-voz Sean McCormack, a milionária
cifra seria utilizada para financiar “a promoção
da democracia” na república islâmica, segundo a
agência Prensa Latina.
O
dinheiro vai ser incorporado ao orçamento federal deste ano
para pagar transmissões de rádio e televisão
para o Irã, país que Washington pretende obrigar que
abandone seu programa nuclear, ainda que Teherán assegure
que tem fins pacíficos. O mesmo tipo de campanha é
também usado contra o governo cubano, venezuelano e é
no Iraque contra os movimentos contra a ocupação
norte-americana.
Na
última quarta-feira, o general iraniano Yahya Rahim Safavi,
chefe da milícia popular Guardianes da Revolução,
afirmou que a nação está disposta a responder
a uma eventual ação militar norte-americana.
O
sub-secretário para assuntos internacionais do Conselho
Superior de Segurança Nacional do Irã, Yavad Valdi,
anunciou a reativação de atividades na planta
nuclear de Natanz, no centro do país, informou a agência
oficial IRNA. A notícia foi confirmada depois por Alaeddin
Boroujerdi, chefe da segurança nacional iraniana e do
Comitê de Assuntos Exteriores no Parlamento, que declarou à
televisão estatal que o enriquecimento de urânio com
fins pacíficos seria reativado em Natanz sob a presença
de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica
(AIEA).
Os Estados Unidos e a União Européia
questionam o programa nuclear de Teherán e pressionam para
levar o tema ao Conselho de Segurança das Nações
Unidas. Não obstante, a Rússia, que é membro
do Conselho e tem direito a veto, rechaça estes
questionamentos e se opõe às sanções
contra o Irã.
“As sanções não
conseguiram solucionar um só conflito na história
moderna”, disse o chanceler russo Serguei Lavrov,
quarta-feira em Viena, depois de se reunir com o presidente da
Áustria Heinz Fischer. Segundo Lavrov, quem exige sanções
contra o Irã não tem a intenção de que
o país desenvolva um programa nuclear com fins pacíficos,
e sim tem “outros objetivos políticos”.
Esta
semana, uma pesquisa do jornal USA Today e a consultora Gallup
registrou que a maioria dos norte-americanos teme que a
administração Bush atue prematuramente ou
impensavelmente contra o governo e o povo iranianos.
De
acordo com a pesquisa, muitos norte-americanos estão
preocupados pela confrontação verbal entre Teherán
e Washington, sobre um suposto desenvolvimento ilegal de
tecnologia atômica no país asiático. Sete de
cada dez cidadãos consultados afirmaram temer que os
Estados Unidos proceda com precipitação, e
reconhecem que trata-se de um dilema político de perigosa
perspectiva.
Fonte:
Diário
Vermelho.
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