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*Com
28% dos votos, Karl Marx é eleito o maior filósofo
da História
Redacción,
16 de xullo 2005. A emissora de rádio e
televisão britânica BBC, de Londres, revelou ontem o
resultado final da pesquisa realizada por um dos seus sítios,
denominada In Our
Time's Greatest Philosopher,
para eleger entre os internautas o maior filósofo da
humanidade. Confirmando o que já havia sido divulgado pelo
Diário
Vermelho,
há 15 dias, Karl Marx foi o escolhido o maior filósofo
de todos os tempos, para desespero dos neoliberais.
O
resultado final, imprevisto para os apostadores da Bolsa de
Londres, colocou Marx em primeiro lugar, com 27,93% dos votos.
Isto é, quase um de cada três pessoas que responderam
à enquete promovida pela BBC escolheu a Marx como o maior
filósofo de todos os tempos.
Em
segundo, o candidato da The Economist, Hume, com 12,7%, em
terceiro, o candidato do jornal The Independent, Wittgenstein, em
quarto Nietszche, depois, pela ordem, Platão, Kant
(candidato do diário britânico The Guardian), São
Tomás de Aquino, Sócrates, Aristóteles e,
finalmente, Karl Popper.
Marx
formulou as teorias que basearam o socialismo científico. É
também considerado o fundador da História e
Sociologia da Economia. Marx deu forma às suas idéias
em livros como "O Manifesto Comunista" (1848) e "O
Capital" (obra de 3 volumes, de 1864 a 1894), nas quais
demonstra que as relações econômicas
determinam todos os aspectos de uma sociedade, inclusive suas
idéias.
Marx também delineou o objetivo do
marxismo, a criação de uma sociedade e de uma
economia, por meio de uma revolução conduzida pelo
proletariado, cujos meios de produção pertenceriam a
toda a humanidade, que não teria mais classes a
dividi-la.
Os trabalhos de Marx influenciam as modernas
teorias socialistas no mundo e têm grande influência
em áres do pensamento humano como a política, a
economia, a filosofia e a literatura. A obra de Marx segue sendo o
instrumento fundamental para a compreensão do mundo
contemporâneo, um século e meio depois de ser
escrita.
O segundo colocado, David Hume, defendido pela
revista "The Economist", a bíblia capitalista
britânica, foi um dos maiores representantes do empirismo
britânico. Agnóstico, Hume negava a interpretação
materialista da causalidade, só reconhecia a continuidade
temporal dos fenômenos e considerava insolúvel o
problema da existência do mundo exterior.
Há
semanas, a "The Economist", em artigo que defendia o
voto em Hume, lamentava a ausência na lista de seus
favoritos, os filósofos e pensadores John Locke e Adam
Smith. Não deu. Eles perderam. Veja no sítio
da Rádio 4 da BBC a
lista completa com os resultados de cada um dos filósofos
votados pelos ouvintes da emissora.
Nova
publicada no Diário Vermelho (www.vermelho.org.br)
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