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*O "capacho" de Bush (Aznar) agora quer salvar a América Latina


Redacción 16 de febreiro 2006 Num alarde de protagonismo, muito característico de sua personalidade, o ex-presidente do governo espanhol, José María Aznar, acaba de se autoproclamar "o salvador da América Latina", diante do que chamou a "maré populista" que se estende atualmente por essa região.

O expulso mandatário espanhol anunciou neste fim de semana sua nova proposta de extrema direita, após visitar, em Washington, o chefe do regime norte-americano George W. Bush, a quem Aznar considera seu mais fiel aliado e um dos poucos "amigos" com que conta hoje.

O "palanganero" (capacho) de Bush, como é conhecido na Espanha, após apoiar a guerra ilegal dos Estados Unidos contra o Iraque, aludindo à submissão ao inquilino da Casa Branca, assegurou que está em disposição de liderar uma cruzada, face ao avanço da esquerda na América Latina.

O que Aznar não diz é os meios com que conta para liderar a chamada luta na América do Sul, à qual se referiu numa entrevista a um jornal chileno.

Tampouco aludiu aos métodos que empregará em sua anunciada cruzada, se será através da força ou com novas invasões, ou por meio da imposição de ditaduras militares assassinas, como as impostas naquela região, no século passado, subvencionadas por Washington.

A única coisa em que o capacho foi exato é que a direita na América Latina está desaparecendo e enfraquecida.

Naturalmente, em nenhum momento disse que por culpa dele a direita espanhola, o Partido Popular, teve uma derrota histórica nas eleições gerais de 2003, derrota que essa formação política não acaba de aceitar, depois de dois anos na oposição.

Para analistas espanhóis e latino-americanos em Madri, a gritada proposta de Aznar não é outra coisa que um arrebato, procurando protagonismo internacional, diante da falta de reconhecimento que tem hoje em seu país, o que, por sinal, desprestigia cotidianamente em suas viagens ao exterior.

As mesmas fontes coincidem em que o ex-presidente do governo espanhol, que levou muitos latino-americanos a se envolverem na guerra contra o Iraque, e que em algum momento deverá ser sentado no banco dos réus, por seus crimes contra a humanidade, não goza de prestígio algum nessa região.

Os especialistas concordam, por outro lado, em que com seu mais recente alarde de protegonismo, Aznar só cumpre instruções precisas de Bush, que, diga-se de passagem, nada conseguiu fazer, perante a força crescente da esquerda na América Latina.

Fonte: Granma Interncional.

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