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*Milhares
de palestinos comemoram retirada israelense em Gaza
Redacción,
15 de
agosto
2005
O presidente Mahmud
Abbas uniu-se (o passado dia 12) aos milhares de palestinos que
comemoravam, ao longo das praias de Gaza, a retirada israelense do
território ocupado, prevista para começar na semana
que vem. "A partir daqui, nosso povo inicia a marcha para o
estabelecimento de um Estado palestino independente com Jerusalém
como capital," disse Abbas.
Milhares de pessoas
agitavam bandeiras, dançavam e cantavam sob o sol da tarde,
enquanto barcos pesqueiros exibiam bandeiras com as cores
nacionais: preto, branco, vermelho e verde. Muitos vestiam
camisetas com a foto de Abbas e de Iasser Arafat, que morreu em
novembro do ano passado.
Israel
vai começar a remover os moradores dos 21 assentamentos da
Faixa de Gaza e de quatro dos 120 assentamentos da Cisjordânia
a partir de 17 de agosto, numa retirada que o premiê
israelense, Ariel Sharon, chama de "desengajamento" do
conflito com os palestinos.
Embora estejam satisfeitos com
a retirada, os palestinos temem que ela seja uma estratégia
para trocar a pequena Gaza pela Cisjordânia, que é
muito maior.
A maioria dos israelense apóia a
retirada de Gaza, onde 8.500 colonos vivem cercados por 1,4 milhão
de palestinos. Mas os contrários ao plano dizem que ele
significa abrir mão de um "direito bíblico"
dos judeus e que é "uma recompensa à violência
palestina".
O ministro palestino Mohammad Dahlan disse
que Abbas foi à comemoração contrariando as
recomendações de sua segurança pessoal.
Apesar da retirada, Israel não implementou sua promessa de
suspender a construção de assentamentos e de acabar
com os postos avançados criados pelos colonos sem a
autorização do governo.
A Corte Mundial já
afirmou que os assentamentos nas terras invadidas por Israel na
Guerra dos Seis Dias, em 1967, são ilegais. Israel contesta
a decisão.
40 mil policiais
O processo de
retirada da faixa de Gaza e do norte da Cisjordânia
mobilizará cerca de 40 mil integrantes de forças
israelenses, que inicialmente entregarão mandatos pedindo
aos colonos que desocupem suas casas. A partir de quarta-feira
(17), policiais e soldados estarão divididos em seis
círculos, cada um abrigará 17 equipes. Cada uma
delas será responsável pela retirada de uma única
casa e estará munida de aparelhos para identificar
possíveis manobras terroristas dos israelenses.
Os
círculos também irão atuar em questões
de segurança contra protestos de extremistas judeus,
infiltrações na área de assentamentos e na
patrulha de estradas próximas às áreas de
desocupação.
Autoridades de Israel estimam
que a operação tomará de três a quatro
semanas, e haverá um outro período similar para
completar o desmantelamento das instalações
militares ilegais.
As 1.200 casas existentes na faixa de
Gaza serão destruídas pelas forças de Israel,
já que uma das questões mais sensíveis
envolvendo a retirada para os judeus era a possibilidade de que
palestinos ocupassem as construções dos
assentamentos feitas originalmente pelos colonos.
Com
o final do processo, os palestinos ficarão responsáveis
pela segurança na faixa de Gaza, mas as fronteiras e o
espaço aéreo continuarão ainda sob vigilância
de Israel. A faixa de Gaza foi ocupada por Israel em 1967 durante
a Guerra dos Seis Dias e o primeiro assentamento foi construído
em 1979.
Publicado
en Diário
Vermelho
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