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*A
proposta "Bolsa do Petróleo" iraniana é a
verdadeira "bomba" que atormenta os EUA
Redacción
13 de
febreiro 2006
O
governo iraniano desenvolveu finalmente a arma "nuclear"
final que pode destruir rapidamente o sistema financeiro que
sustenta o império americano. Essa arma é a Bolsa
Iraniana de Petróleo que espera sr aberta em Março
de 2006. O projeto da Bolsa estará baseado num mecanismo
"euro-oil-trading" o que naturalmente implicará o
pagamento do petróleo em euros. Em termos econômicos,
isto representa uma gravíssima ameaça à
hegemonia do dólar.
A
economia dos impérios
Todos
os estados-nação tributam os seus cidadãos,
ao passo que um império tributa os restantes estados-nação.
A história dos impérios, desde o Grego e Romano, até
ao Otomano e Britânico, ensina-nos que o fundamento
econômico de qualquer império é a tributação
das restantes nações. A capacidade imperial para
tributar esteve sempre baseada numa melhor e mais forte economia,
e como consequência, num melhor e mais forte exército.
Uma parte dos impostos serve para melhorar o nível de vida
no império; a outra parte serve para fortalecer o domínio
militar necessário a uma boa eficácia na cobrança
desses impostos.
Historicamente, a tributação
de um estado subjugado era efetuada de diversas formas –
normalmente em ouro e prata, quando estes metais eram considerados
dinheiro, mas também em escravos, soldados, colheitas,
gado, ou outros recursos tais como os agrícolas ou recursos
naturais, enfim, qualquer bem econômico que o império
exigisse e que o estado subjugado pudesse entregar. A tributação
imperial foi sempre exercida de forma direta, isto é, o
estado subjugado entregava os bens econômicos diretamente ao
império.
No século XX e pela primeira vez na
história, os EUA puderam, através da inflação,
tributar o mundo de um modo indireto. Não obrigou o
pagamento direto de impostos como todos os precedentes impérios
fizeram, mas fê-lo difundindo a sua própria moeda, o
dólar norte-americano, pelas restantes nações
em troca de bens, com uma intenção planeada de
inflacionar, e de seguida desvalorizar todos esses dólares,
e em virtude disso, reembolsando depois cada dólar com
menor quantidade de bens econômicos – a diferença
entre estes dois estágios, valorização e
desvalorização do dólar, representa
exatamente o imposto imperial norte-americano. É assim que
o sistema tem funcionado.
No início do século
XX, a economia norte-americana começou a dominar a economia
mundial. O dólar norte-americano foi fixado ao ouro, de
forma que o valor do dólar não aumentava, nem
diminuía, mantendo o mesmo valor tendo por base o ouro. A
Grande Depressão, com a sua elevada inflação
registrada entre 1921 e 1929, e consequentemente com os seus
crescentes déficits governamentais, haviam aumentado
substancialmente o montante de dólares em circulação,
o que tornou impossível sustentar o dólar com o ouro
existente nos EUA. Isto levou Roosevelt a desligar o dólar
do ouro em 1932. Até esta altura os EUA dominaram a
economia mundial, mas de um ponto de vista econômico, não
eram ainda um império. O valor do dólar fixado ao
ouro não permitia que os americanos extraíssem
benefícios econômicos dos outros países, pois
os dólares por eles adquiridos eram convertíveis em
ouro até essa altura.
Economicamente, o império
americano nasceu com o acordo de Bretton Woods em 1945. O dólar
norte-americano não era completamente convertível em
ouro, porque essa convertibilidade só era possível
para os governos estrangeiros. Este acordo estabeleceu assim o
dólar como sendo a moeda de reserva do mundo. Esta situação
foi possível porque durante a 2ª Guerra Mundial os
Estados Unidos haviam fornecido todo o tipo de bens aos seus
aliados, exigindo ouro como pagamento, acumulando por isso uma
substancial quantidade do ouro mundial. Um império nunca
teria sido possível se o acordo de Bretton Woods limitasse
a emissão de dólares à disponibilidade de
ouro, assim como o completo retorno desses dólares em ouro.
Porém, a política dos EUA durante os anos 60 de
"armas & manteiga", foi efetivamente uma política
imperial: houve um incremento da emissão de dólares
para financiamento da guerra do Vietnam e da Sociedade Fantástica
de Lyndon Johnson. A maioria desses dólares foi parar às
mão de estrangeiros através de pagamentos de bens
econômicos por eles fornecidos aos EUA, sem que os próprios
EUA tivessem a intenção de os voltar a obter de
volta pelo mesmo valor. O aumento de participações
em dólares na posse de estrangeiros devido ao persistente
déficit comercial norte-americano, equivaliam a uma
tributação – a tributação
clássica devida à inflação que
qualquer país impõe aos seus cidadãos; neste
caso tratava-se de uma tributação que através
da inflação os EUA impunham ao resto do mundo.
Quando em 1970-1971 os estrangeiros exigiram o pagamento
dos seus dólares em ouro, depararam com a recusa do governo
norte-americano, fato que se deu em 15 de Agosto de 1971. Enquanto
se ia explicando de forma simplista este acontecimento como sendo
uma forma de "cortar a ligação entre o dólar
e o ouro", na realidade essa negação de
reembolsar o ouro era um ato de bancarrota do governo
norte-americano. No essencial, o EUA declararam-se nessa altura
como um império. Tinham conseguido obter uma enorme
quantidade de bens econômicos do resto do mundo, sem terem a
intenção ou a capacidade para devolver esses bens, e
o mundo nessa situação foi impotente para reagir —
o mundo foi tributado e nada pôde fazer para o evitar.
A
partir daqui, para sustentar o império americano e para
continuar a tributar o resto do mundo, os Estados Unidos tiveram
que forçá-lo a continuar a aceitar dólares em
permanente depreciação, em troca de bens econômicos
que lhe eram continuamente fornecidos, apesar o mundo possuir cada
vez mais desses dólares depreciados. Foi preciso por isso
dar ao mundo um forte motivo econômico para que retivesse os
dólares obtidos das transações comerciais com
os EUA: esse motivo foi o petróleo.
Em 1971,
tornava-se evidente que o Governo de EUA não poderia
comprar de volta seus dólares com ouro como estava previsto
no acordo de Bretton Woods. Foi feito por isso um acordo com a
Arábia Saudita de que os EUA suportariam a Casa Real em
troca deste país aceitar apenas o dólar
norte-americano como forma de pagamento do seu petróleo. Os
restantes países da OPEP de imediato seguiriam esta medida
aceitando unicamente dólares para as suas vendas de
petróleo. A partir daqui e porque o mundo precisava de
obter petróleo dos países árabes, passou
então a existir uma razão objetiva para se obterem
dólares para o pagamento do petróleo. Porque o mundo
precisava de crescentes quantidades de petróleo, e a preços
de petróleo também eles crescentes, a procura de
dólares no mundo só poderia aumentar. Embora já
não fosse possível trocar os dólares por
ouro, eles eram agora trocáveis por petróleo.
A
essência econômica deste acordo era de que o dólar
estava agora suportado por petróleo em vez de ouro.
Enquanto isto fosse sucedendo, o mundo teria de acumular montantes
crescentes de dólares, pois eram necessários para a
aquisição de petróleo. Portanto enquanto o
dólar fosse o único pagamento aceitável para
o petróleo, o seu domínio no mundo estaria
assegurado, e o império americano poderia assim continuar a
tributar o resto do mundo. Se por qualquer razão, o dólar
perdesse o suporte do petróleo, o império americano
deixaria de existir. Por isso, a sobrevivência imperial
exigia que o petróleo fosse vendido apenas em dólares.
Por outro lado impedia que estados soberanos que não fossem
suficientemente fortes em termos políticos e militares,
pudessem exigir o pagamento das suas reservas de petróleo,
noutra moeda que não fosse o dólar. Se um qualquer
país tomasse uma tal decisão, teria que ser
convencido a mudar de opinião tanto por pressão
política, como por meios militares.
O homem que
realmente pediu que o petróleo do seu país fosse
pago em euros, foi Saddam Hussein em 2000. No inicio, a sua
exigência caiu no ridículo, depois no desprezo, só
mais tarde, quando se tornou claro que ele havia feito um bom
negócio, se iniciou a pressão política para
que modificasse a sua posição. Quando outros países,
como o Irão, pretendem o pagamento noutras moedas, como
sejam o euro e o iene, o perigo para o dólar é
evidente, e portanto uma ação punitiva passa a estar
na ordem do dia. A operação "choque-e-terror"
de Bush no Iraque nada teve a ver com as capacidades nucleares de
Saddam, nem com a defesa dos direitos humanos, nem com o objetivo
de espalhar a democracia, nem mesmo com a tomada dos campos
petrolíferos; o objetivo nuclear dessa operação
foi defender o dólar, e consequentemente o império
americano. Era preciso que todos tivessem o exemplo de que quem
exige o pagamento do seu petróleo noutra moeda que não
o dólar será igualmente punido.
Muitos
criticaram Bush por efetuar uma guerra contra o Iraque a fim de
capturar os campos de petróleo iraquianos. Porém,
esses críticos não conseguem explicar porque razão
Bush havia de querer capturar esses campos – ele poderia
simplesmente imprimir os dólares que quisesse e com eles
poderia adquirir no mundo todo o petróleo que necessitasse.
Ele deve ter tido qualquer outra razão para invadir o
Iraque.
A História ensina que um império só
deverá ir para guerra por uma de duas razões: (1)
para se defender ou (2) para tirar benefício de guerra;
caso contrário, como o Paul Kennedy ilustra no seu
magistral "The Rise and Fall of the Great Powers", o
esforço militar esgotará os seus recursos econômicos
e precipitará o seu colapso. Falando economicamente, para
que um império inicie e conduza uma guerra, os seus
benefícios têm que exceder em valor os custos com o
seu exército e os custos sociais decorrentes da guerra. Os
benefícios dos campos petrolíferos iraquianos
dificilmente serão merecedores a longo prazo, dos custos
militares envolvidos nos vários anos de ocupação
que os EUA terão de exercer. Em vez disso, as razões
que levaram Bush a ir para o Iraque foram unicamente para defesa
do seu império. Na realidade, o que se passou foi que, dois
meses depois de os Estados Unidos invadirem o Iraque, o programa
"Petróleo por Alimentos" terminou, as contas
iraquianas em euros foram trocadas por dólares, e o
petróleo voltou a ser vendido em dólares
norte-americanos. O mundo deixou de poder continuar a comprar o
petróleo iraquiano em euros. A supremacia global do dólar
foi restabelecida uma vez mais. Bush desceu vitoriosamente de um
avião de combate e declarou que a missão fora
cumprida – ele acabava de defender o dólar
norte-americano com êxito, e consequentemente também
o império americano.
A Bolsa do Petróleo
iraniana
O governo iraniano desenvolveu finalmente a
arma "nuclear" final que pode destruir rapidamente o
sistema financeiro que sustenta o império americano. Essa
arma é a Bolsa Iraniana de Petróleo que espera sr
aberta em Março de 2006. O projeto da Bolsa estará
baseado num mecanismo "euro-oil-trading" o que
naturalmente implicará o pagamento do petróleo em
euros. Em termos econômicos, isto representa uma ameaça
à hegemonia do dólar muito maior do que Saddam
representou, pois será possível nesta Bolsa que
qualquer um possa comprar ou vender petróleo em euros,
podendo-se evitar assim completamente o dólar
norte-americano para este tipo de transação. Se
assim for, passarão a existir razões para que quase
todo o mundo passe a adotar decididamente este sistema do
euro-oil:
- Os
europeus não terão que comprar e armazenar dólares
para assegurar o pagamento das suas aquisições de
petróleo mas, em vez disso, poderão utilizar a sua
própria moeda. A adoção do euro para
transações de petróleo dará à
moeda européia um estatuto de reserva que beneficiará
os europeus à custa dos americanos.
-
Os chineses e os
japoneses estarão especialmente ansiosos por adotar o novo
sistema, porque lhes permitirá baixar drasticamente as suas
enormes reservas em dólares diversificando-as com euros,
protegendo-se assim da depreciação do dólar.
Na redefinição da estrutura das suas reservas de
dólares poderão optar pela manutenção
de apenas uma parte dos seus dólares como reserva; uma
outra parte poderá ser para alienar; e uma terceira parte
poderão usar para realizar pagamentos futuros, tendo o
cuidado de não aumentar mais as suas reservas em dólares
mas, pelo contrário, ir consolidando as suas reservas em
euros.
-
Os russos têm um
interesse econômico inerente na adoção do euro
e que tem a ver com a dimensão do comércio que
desenvolvem com os países europeus, com os países
exportadores de petróleo, com a China, e com o Japão.
A adoção do euro terá como efeito imediato a
facilitação das transações comerciais
entre os primeiros dois blocos, a Rússia e a UE, e com o
passar do tempo facilitará o comércio com a China e
com o Japão. Aparentemente os russos também não
gostam de estar sujeitos a ter de guardar dólares que se
vão desvalorizando, o que os tem levado ultimamente a ter
um novo interesse pelo ouro. Os russos por outro lado, revivem na
atualidade um forte nacionalismo, e se aderirem ao euro sabem que
causarão dano grave aos americanos, pelo que o farão
com prazer só para verem os americanos a sangrar.
-
Os países árabes
exportadores de petróleo adotarão prontamente o euro
como um meio de diversificar as suas crescentes reservas de
dólares em desvalorização. Tal como os
russos, as suas principais transações comerciais são
com países europeus, e por isso ambos preferirão a
moeda corrente européia para promoção da sua
estabilidade e para evitar riscos de cambio; isto para não
mencionar a sua jihad contra o Inimigo Infiel.
Apenas
os britânicos se encontram entre a espada e a parede. Eles
sempre tiveram uma associação estratégica com
o EUA, assim como uma tendência natural para abandonar a
Europa. No entanto já não existem razões para
se manterem associados ao vencedor. Porém, quando virem em
dificuldades o seu parceiro de longa data, será que
continuarão ao seu lado ou pelo contrário lhe
aplicarão o golpe de misericórdia? Por outro lado
não nos devemos esquecer que atualmente as duas principais
bolsas para transação de petróleo são
o NYMEX em Nova York e o Petroleum Exchange (IPE) em Londres,
embora ambas sejam efetivamente propriedade de americanos. Parece
mais provável que perante a conjuntura descrita, os
britânicos não consigam evitar o seu próprio
afundamento juntamente com este navio em dificuldades, senão
seria o mesmo que dar um tiro no próprio pé,
precisamente porque põem em risco a bolsa de Londres, o
IPE. É aqui de notar que apesar de toda a retórica
acerca da sobrevivência da libra britânica, os
britânicos não adotam o euro principalmente porque os
americanos os pressionam para que o não façam, pois
se o IPE aceitasse euros para as transações de
petróleo, feriria de morte o dólar e
consequentemente o seu sócio estratégico.
De
qualquer modo, não importa o que os britânicos venham
a decidir. Se a bolsa de petróleo iraniana avançar,
os interesses que realmente têm peso – europeus,
chineses, japoneses, russos e árabes – adotarão
o euro, decidindo o destino do dólar. Os americanos não
podem permitir que isto aconteça, e se necessário
poderão usar um conjunto de estratégias muito
diversas para travar ou dificultar o avanço desta operação:
-
Sabotando a bolsa –
pode ser com a introdução de vírus no
sistema, na rede ou nas comunicações, atacando o
servidor ou violando as suas seguranças, ou ainda com um
ataque tipo 11/Set a instalações principais ou de
apoio.
-
Golpe de estado –
esta é de longe a melhor estratégia de longo prazo
disponível para os americanos.
-
Negociando termos &
limitações aceitáveis – esta é
também uma excelente solução para os
americanos. Claro que, um golpe de estado é claramente a
estratégia preferida porque garante que o processo da bolsa
não avança, deixando de haver qualquer ameaça
aos interesses americanos. Porém, se uma tentativa de
sabotagem ou golpe de estado falhar, então não
existirá outro remédio senão negociar, mas
sempre como segunda opção.
-
Resolução
conjunta de guerra na ONU – esta será sem dúvida
difícil de garantir em virtude dos interesses de todos os
outros membros do Conselho de Segurança. A retórica
insistente acerca do desenvolvimento de armas nucleares dos
iranianos serve indubitavelmente para preparar esta linha de ação.
-
Ataque nuclear
unilateral – esta será uma terrível opção
estratégica por todas as razões associadas com a
estratégia seguinte, a Guerra Total Unilateral. Os
americanos provavelmente utilizariam Israel para fazer o seu
trabalho sujo, o ataque nuclear.
-
Guerra Total Unilateral
– esta é obviamente a pior opção
estratégica. Primeiro porque, após duas guerras, os
recursos militares norte-americanos encontram-se esgotados.
Segundo, os americanos arrastarão consigo mais cedo ou mais
tarde, outras nações igualmente poderosas. Terceiro,
os países com maiores reservas de dólares podem
decidir retaliar alienando os seus dólares, dificultando
assim o financiamento por parte dos EUA das suas ambições
militares. Por último, o Irão tem acordos
estratégicos com outras nações poderosas que
se podem envolver no conflito. O Irão tem acordos
supostamente com a China, a Índia, e a Rússia,
conhecido como o Grupo de Cooperação de Shanghai, e
um acordo separado com a Síria.
Qualquer que seja a
opção estratégica utilizada, de um ponto de
vista puramente econômico, se a Bolsa de Petróleo
Iraniana ganhar impulso será ansiosamente abraçada
pelas principais potências econômicas, precipitando o
colapso do dólar.
A morte do dólar
O
colapso do dólar incrementará dramaticamente a
inflação norte-americana e pressionará o
aumento das taxas de juros de longo prazo norte-americanas. Nesta
situação, o FED encontrar-se-á entre Sila e
Caribdis — entre deflação e hiperinflação
— que o forçará rapidamente a utilizar a sua
"medicina clássica" de deflação
através do aumento das taxas de juros, provocando uma
significativa depressão econômica, um colapso nos
valores imobiliários, e uma implosão no mercado de
ações, e mercados de derivados, com um colapso
financeiro total, ou em alternativa, utilizando a solução
Weimar aumentando a inflação, submergindo o sistema
financeiro através de uma impressão desmedida de
dólares e o seu afogamento em liquidez, libertando
numerosos LTCMs (Long-Term Capital Management), logo
hiperinflacionando a economia.
A teoria austríaca
para o dinheiro, crédito, e ciclos econômicos ensina
que não há lugar entre as duas margens deste rio
estreito. Tarde ou cedo o sistema monetário tem que guinar
para um lado ou outro, obrigando o FED a fazer sua escolha. Sem
dúvida que o comandante Ben
Bernanke [1]
um
acadêmico de renome conhecedor da Grande Depressão e
um apto piloto de helicópteros Black Hawk, escolherá
inflação. O "helicóptero Ben",
esquecido da Grande Depressão americana de Rothbard
,
no entanto dominou as lições da Grande Depressão
e o poder aniquilador das deflações. O Mestre
ensinou-lhe a panacéia para qualquer problema financeiro –
para inflacionar venha o "inferno ou a inundação".
Ele até ensinou aos japoneses os seus próprios
métodos não convencionais mas engenhosos, para
combater a armadilha de liquidez deflacionária. Tal como o
seu mentor, sonhou combater um Inverno de Kondratieff. Para evitar
a deflação, ele recorrerá às máquinas
de impressão; ele vai requisitar todos os helicópteros
estacionados nas 800 bases militares que os EUA têm no
estrangeiro; e, se necessário, vai monetarizar tudo o que
estiver à vista. A sua última realização
será a destruição hiperinflacionária
da moeda americana, e das suas cinzas renascerá a próxima
moeda de reserva do mundo: a relíquia bárbara
chamada ouro.
[1] Novo presidente do banco central dos
EUA, sucessor de Greenspan. Bernanke proclamou a sua disposição
de imprimir e lançar a partir de um helicóptero todo
o dinheiro que venha a ser necessário.
[*]
Doutorado em Economia pela Ohio State University. Atualmente
ensina Macroeconomia e Finanças Internacionais na "American
University" da Bulgária. Autor de "China's Great
Depression", "Masters of Austrian Investment Analysis",
"Austrian Analysis of U.S. Inflation", "Oil
Performance in a Worldwide Depression" . Email:
Krassimir_Petrov@hotmail.com
Fonte:
Diário
Vermelho.
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