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*Quase
30% dos eleitores querem que Tony Blair saia do governo
imediatamente
Redacción
10 de
xaneiro 2006
Um total de
28% dos eleitores britânicos quer que o primeiro-ministro
Tony Blair saia já do Governo, segundo uma pesquisa
publicada ontem (10/1) no jornal britânico "The Times".
Enquanto 13% mostram que estão dispostos a esperar
até o final do ano, 9% dizem que o líder trabalhista
deveria deixar o Governo no próximo ano. Cerca de 34% dos
entrevistados querem ver Blair fora de seu escritório
oficial de Downing Street antes das próximas eleições.
Entre os eleitores trabalhistas, 13% desejam
sua saída imediata do Governo, 11% no final do ano, 15% em
2007 e 42% antes do próximo pleito.
Blair
prometeu que seu terceiro mandato, obtido graças à
vitória eleitoral de maio, seria o último e que não
voltaria a se apresentar em novas eleições. Até
agora, no entanto, o premier não revelou se cumprirá
seu mandato até o final ou passará o cargo, como
querem muitos, a seu ministro das Finanças, Gordon
Brown.
Desconfiança
O
principal problema de Blair é a desconfiança de boa
parte dos eleitores por sua decisão de ir à guerra
no Iraque alegando falsos motivos. Ontem, o general Michael Rose,
ex-comandante das forças das Nações Unidas na
Bósnia, mostrou-se partidário do lançamento
de um processo de destituição de Blair por esse
motivo.
"Do ponto de vista de um soldado, não
pode haver decisão mais grave para um primeiro-ministro do
que a de declarar uma guerra e fazê-la depois com base em
motivos falsos", disse o general em declarações
à BBC.
Rose disse que as ações de
Blair no Iraque estavam "na metade do caminho" entre uma
política equivocada e uma decisão ilegal do ponto de
vista do direito internacional. O militar criticou o líder
trabalhista por ter insistido várias vezes na existência
de armas de destruição em massa no Iraque "quando
talvez tinha em mente outra estratégia". Além
disso, "as conseqüências dessa guerra foram
desastrosas tanto para o povo do Iraque como para o Ocidente se
levados em conta os interesses mais amplos da luta contra o
terrorismo", acrescentou Rose.
Essa decisão e o
que muitos tacham de obstinação de Blair ao se negar
a relacionar a guerra do Iraque com os atentados terroristas de
julho em Londres provocaram uma erosão do Partido
Trabalhista.
Segundo a pesquisa publicada ontem, o Partido
Conservador e seu novo e jovem líder David Cameron estão
logo atrás dos trabalhistas: o atual apoio popular dos
conservadores é de 36%, contra os 39% dos
trabalhistas.
Fonte:
Diário
Vermelho.
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