ArroutadaNoticias.com!, as novas galegas na rede

Arroutada Internacional

Publicidade
Contacto

Novas
Internacional
Anteriores
Opinión
Foro
Arquivo
Ligazóns


*China discute direito sobre a terra na Assembléia Nacional

Redacción 10 de marzo 2006 Os direitos sobre a propriedade e o sistema de desapropriação de terras foram debatidas ontem (9) pela Assembléia Nacional Popular (ANP) da China. "É nosso dever histórico proteger os direitos dos camponeses sobre a terra", destacou o presidente do organismo legislativo, Wu Bangguo, no plenário anual da ANP - composto por quase 3 mil delegados - realizado esta semana. As desapropriações de terra de 40 milhões de camponeses são um dos motivos de maior conflito social na China e motivaram 87 mil protestos em 2005.

A contradição se consolidou pelo fato de o artigo 12 da Constituição de 1982 proteger a propriedade pública socialista, enquanto o histórico artigo 13, introduzido pela ANP de 2003, defende a propriedade privada. De certa forma, a lei de desapropriações da terra socialista, que é de propriedade do Estado e cedida em um regime similar do usucapião ao camponês por um período de entre 50 e 70 anos, não distingue entre uso público e uso comercial. A reforma do sistema de desapropriações significaria a introdução de um mecanismo de compensação que levaria a um aumento da quantia mínima no caso de desapropriações para uso público, e do preço de mercado da terra nas de uso comercial.

O mecanismo foi exposto por Du Ying, vice-ministro da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, em entrevista ao jornal governista China Daily, e vai ao encontro da proposta de Wu Bangguo. Por outro lado, a ANP entendeu o discurso de Wu Bangguo como um apelo para avançar na minuta da Lei de Direito Real sobre Propriedade, que alteraria os direitos sobre bens móveis e imóveis, e descartada no plenário pelo quarto ano consecutivo. A ANP anunciou que a minuta da Lei será estudada ao longo deste ano para ser aprovada no plenário do 2007, um passo a mais na reforma rural da China, depois da abolição dos "impostos imperiais" sobre a terra em 2005, com 2000 anos de antiguidade.

Fonte: Diário Vermelho.

Voltar a ArroutadaInternacional

Ir a Novas

Ver anteriores