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*Assembléia Constituinte a favor de uma nova Bolívia


Redacción 10 de marzo 2006 Um dos pontos mais importantes e prometido por Evo Morales durante sua campanha política, foi a formação de uma Assembléia Constituinte Fundacional e Soberana, para criar uma nova Bolívia.

A criação desta Assembléia é apoiada por uma maioria esmagadora nas eleições de 18 de dezembro último.

O Pacto de Unidade Indígena, Originário e Camponês, junto ao resto das organizações da sociedade civil, convocaram indígenas, camponeses, juntas de moradores, mineiros, grêmios, construtores, operários, artesãos, motoristas, mulheres, jovens, intelectuais e todos os setores sociais do país, à Cúpula Social pela Assembléia Constituinte, realizada na cidade de Santa Cruz, de 15 a 17 de fevereiro de 2006.

O que resultou uma batalha política decisiva para o processo boliviano de transformações começou com a apresentação de um projeto governamental de convocação à eleição de uma Assembléia Constituinte, em 7 de fevereiro.

O texto foi entregue pelo presidente Evo Morales ao vice-chefe de Estado e presidente do Congresso, Álvaro García Linera, numa cerimônia na qual o presidente destacou o objetivo de fundar novamente a Bolívia e libertá-la do neoliberalismo. "Para isso", disse, "o projeto prevê que a Constituinte tenha poderes limitados, sem ser reduzido apenas a um trabalho reformista como pretendem setores da direita".

A proposta, submetida a debate parlamentar e social pelo presidente, estabelecia que a Assembléia seria eleita em 2 de julho e instalada em 6 de agosto na cidade de Sucre, capital histórica da Bolívia.

Assinalou que o trabalho da Assembléia seria mudar as estruturas do Estado, conseguir a unidade e a integridade do território nacional, acabar com a discriminação, recuperar os recursos naturais e mudar a história republicana de discriminação, saqueio e submissão.

O projeto estabelece a eleição de três constituintes de cada uma das 70 circunscrições eleitorais, nível onde o governante Movimento ao Socialismo (MAS) obteve ampla maioria nas eleições gerais de dezembro passado.

Vencendo a oposição de pelos menos três dos nove departamentos da Bolívia, Beni, Pando e Tarija, que ameaçavam impedir o projeto de Assembléia Constituinte, o presidente Evo Morales conseguiu a unidade nacional e a aprovação majoritária no Congresso.

A eleição dos constituintes está prevista para 2 de julho próximo.

Ao promulgar a lei o governante boliviano disse que era um grande dia de reivindicação dos indígenas. E anunciou que dará passo a uma nova era de justiça plena.

Os analistas acham que é um significativo triunfo político do governo, para cujo projeto transformador é de vital importância a Constituinte.

ANUNCIAM PLANO DE ESTATIZAÇÃO

O governo boliviano anunciou seu plano para recuperar o controle estatal das grandes empresas estatais, privatizadas entre 1995 e 1996, durante a primeira gestão do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada.

O plano de recuperação do controle estatal dessas empresas abrangerá as dez companhias que operam desde essa data: três no setor petroleiro, três no elétrico, dois das ferrovias, uma das telecomunicações e outra do transporte aéreo, divulgou a Ansa.

Para assumir o controle das dez empresas, o ministro de Planejamento, Carlos Villegas, anunciou que o Estado assumirá 51% das ações de cada uma delas, à base dos 50% que pertencem aos bolivianos e da compra de 1% das ações dos parceiros privados.

"Desejaríamos comprar (esse 1%), porém se não querem vender, vamos tomar decisões de outra natureza, de forma tal que o Estado boliviano exerça seu direito de propriedade em 51%", explicou Villegas.

O processo, denominado "de capitalização" foi realizado de 1995 a 1996 e envolveu as cinco principais empresas estatais naquela altura, algumas dos quais, ao se associarem com capitais privados, geraram mais cinco companhias, segundo sua especialização dentro do setor.

Os investidores privados receberam a administração parcial de cada uma das empresas privatizadas, como garantia para seus investimentos.

A partir da recuperação da maioria das ações, o Estado terá a capacidade de tomar decisões em cada empresa, em seus diferentes aspectos.

Fonte: Granma Internacional.


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