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*Peru
tem três favoritos às eleições de
abril
Redacción
10 de marzo 2006
A um mês das eleições de 9 de abril, a última
enquete confirma que o próximo presidente do Peru será
a conservadora Lourdes Flores, o ex-militar nacionalista Ollanta
Humala ou o ex-presidente centro-esquerdista Alan García. A
última pesquisa nacional, divulgada ontem pela empresa
privada IMA, revelou que Flores, da aliança União
Nacional, lidera com 26% das intenções de voto,
seguida por Humala, da União pelo Peru, com 21,6%, e
García, do Partido Aprista Peruano, com 20,1%.
A
consulta, feita entre 24 de fevereiro e 2 de março a 6.400
pessoas em todo o país, indicou que "existe um empate
técnico entre Humala e García". Os analistas
acreditam que a briga para suceder ao atual presidente, Alejandro
Toledo, se limita aos três primeiros colocados na pesquisa e
que o ex-presidente Valentín Paniagua (2000-2001),
candidato da Frente de Centro, ficou sem opção, já
que só tem 4,5% das preferências.
Os
16 candidatos restantes, entre os quais se incluem socialistas,
ecologistas e seguidores do ex-presidente Alberto Fujimori
(1990-2000), não captaram as simpatias e saem nas sondagens
como "outros", com um total de 7,7% de preferências.
Os eleitores que ainda se manifestam "indecisos", que
segundo a sondagem da IMA são 26%, serão decisivos
para inclinar a balança a favor de algum dos três
favoritos.
Neste grupo está o chamado "voto
escondido" (aqueles que decidiram mantê-lo em segredo
até o dia da eleição) e, segundo os
pesquisadores, será dividido entre Humala e García.
Os analistas explicam que os eleitores se negam a declarar suas
preferências porque estes dois candidatos estão
"estigmatizados": Humala por denúncias de
violações aos direitos humanos e García pela
péssima gestão da economia e corrupção
em seu governo (1985-1990).
Desde o início deste
ano, as pesquisas de opinião mostraram Humala e Flores na
frente, seguidos por García, que subiu em fevereiro graças
a uma agressiva campanha dirigida aos jovens baseada em uma
publicidade com ritmo de "reggaetón", estilo
musical que mistura salsa, reggae e hip hop. O slogan do
ex-governante diz: "Marca a estrela, assim é o Apra, a
juventude do Peru já se ergue, vêm, corre, luta,
junto com Alan a vitória será nossa".
No
Peru, estão habilitados para votar 16,4 milhões de
eleitores, dos quais 7,6 milhões (46,3%) estão entre
18 e 34 anos, setor que García procura conquistar em sua
campanha.
Candidatos
Ollanta Humala, um
ex-comandante do Exército de 43 anos, irrompeu na campanha
presidencial há 8 meses como o candidato anti-sistema e em
sua publicidade defende "O amor pelo Peru", que figura
em sua camiseta junto ao símbolo de uma panela pintada de
vermelho e branco, as cores da bandeira.
As intenções
de voto em Humala não sofreram queda apesar das denúncias
de haver desrespeitado os direitos humanos quando foi responsável
em uma base militar na selva peruana em 1992. O candidato rejeitou
estas denúncias com a afirmação de que
"combateu como um soldado" contra o grupo terrorista
Sendero Luminoso. A principal proposta de Humala é a
nacionalização dos recursos naturais e a revisão
dos contratos com as multinacionais, obrigando-as a pagar impostos
e reduzir suas tarifas.
Lourdes Flores, da aliança
conservadora União Nacional, pode chegar a ser a primeira
mulher presidente do Peru, mas desde fevereiro passado vem caindo
nas pesquisas, embora sem deixar o primeiro lugar. Segundo os
analistas, esta situação instalou o nervosismo em
seu comando de campanha, que decidiu apresentar uma série
de medidas consideradas "demagógicas", como a
promessa de criar 650 mil empregos por ano em seu eventual
governo.
Os anúncios publicitários de Flores
dizem "O Peru em mãos firmes", o que, segundo a
candidata, quer mostrar uma mistura de autoridade e sensibilidade
feminina para solucionar os problemas.
Vinte candidatos
disputam a Presidência do Peru, um país onde as
surpresas dominaram os resultados eleitorais, especialmente desde
que Alberto Fujimori assumiu o poder em 1990.
Fonte:
Diário
Vermelho.
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