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*Cerca
de 20 candidatos concorrerão à Presidência do
Peru
Redacción
10 de
xaneiro 2006
Cerca de 20
candidatos concorrem à Presidência do Peru nas
eleições de 9 de abril, entre eles os ex-presidentes
Alan García, Alberto Fujimori e Valentín Paniagua,
segundo as inscrições registradas até ontem.
O Júri Eleitoral Especial de Lima recebeu os pedidos de
inscrição de 20 candidatos a chefe de Estado, mas
outros dois anunciaram sua intenção de apresentar as
candidaturas antes da meia-noite, quando vence o prazo legal.
O
processo de inscrição começou em dezembro,
mas a atenção aumentou nos últimos dias com o
registro dos favoritos: a conservadora Lourdes Flores, da aliança
União Nacional; o nacionalista Ollanta Humala, da União
pelo Peru, e o populista Alan García, do Partido Aprista
Peruano, que governou o país
de 1985 a 1990.
A
candidatura de Humala, fundador do Partido Nacionalista Peruano,
recebeu dois pedidos de impugnação dos fundadores da
legenda pela qual se apresenta (União pelo Peru). O
advogado Julio Quintanilla, autor dos pedidos, denunciou que
Humala não renunciou a sua militância no Partido
Nacionalista e disse que sua candidatura não contou com o
quorum necessário nas eleições internas do
União pelo Peru.
Segundo a lei eleitoral, depois de
solicitada a inscrição das chapas presidenciais, que
incluem o presidente e dois vice-presidentes, o Júri
Eleitoral Especial de Lima deve analisar os expedientes e
verificar se cumprem os requisitos. Se não houver objeções,
a chapa presidencial é admitida e publicada no diário
oficial El Peruano. Até agora, apenas cinco candidaturas
foram admitidas para trâmite, mas nenhuma está
oficialmente inscrita. Após a publicação
oficial, qualquer cidadão pode pedir a impugnação
ou apresentar um recurso nos dois dias seguintes à
resolução eleitoral e, nesse caso, o Júri
Eleitoral tem três dias para resolver a questão.
Se
o recurso for aprovado, os candidatos podem apelar da decisão
no Júri Nacional de Eleições, a máxima
instância eleitoral. Neste contexto, a candidatura com
maiores possibilidades de ser rejeitada é a do
ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), detido no Chile desde
7 de novembro e envolvido em um processo de extradição
por crimes contra a humanidade e corrupção.
O
Congresso retirou os direitos de Fujimori de exercer cargos
públicos até 2011 porque ele renunciou à
Presidência no ano 2000, quando estava no Japão, onde
se refugiou após a revelação de uma complexa
trama de corrupção governamental. O presidente do
Tribunal Constitucional, Víctor García Toma, disse
na última sexta-feira ter confiança de que o Júri
rejeitará a candidatura de Fujimori devido a sua
inabilitação, ratificada pelo órgão
constitucional.
Diante desta possibilidade, os seguidores
do ex-presidente planejavam apresentar antes da meia-noite de
ontem uma segunda candidatura presidencial liderada pela
congressista Martha Chávez. As outras chapas presidenciais
registradas são a aliança Frente de Centro, liderada
pelo ex-presidente Paniagua (2000-2001), e a governista Peru
Possível, com Rafael Belaunde Aubry, filho do ex-presidente
Fernando Belaunde Terry (1963-1968 e 1980-85), morto em
2002.
Além disso, o partido Renascimento Andino
concorre à Presidência com o advogado Ciro Gálvez;
o Ressurgimento Peruano está na disputa com o advogado
Antero Asto Flores, e o Movimento Novo Esquerda, com o líder
de extrema esquerda Alberto Moreno. O partido Avança País
concorre com Ulises Humala, irmão mais velho de Ollanta
Humala; o Restauração Nacional apresenta o pastor
evangélico Humberto Lay; o Justiça Nacional saiu com
Jaime Salinas, a Força Democrática com o advogado
Alberto Borea e a Concertación Descentralista com a
ex-ministra da Mulher Susana Villarán.
Completam as
candidaturas a Reconstrução Democrática, com
José Cardó Guarderas; a Aliança para o
Progresso, com o congressista Natale Amprimo, e o Partido
Socialista, com o legislador esquerdista Javier Diez Canseco. Além
disso, o Com Força Peru concorre com o empresário
Peter Koecklin, o Peru Agora se apresenta com o ex-parlamentar
Luis Guerrero e a Frente Independente Moralizadora sai com o
ex-chanceler Fernando Olivera, que dirigiu a diplomacia peruana
por apenas 48 horas no último mês de agosto.
Fonte:
Diário
Vermelho.
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