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*Farc-EP: que em cada 8 de março floresça a primavera


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09de marzo 2006 Em todos os 8 de Março comemoramos um dia glorioso, o Dia Internacional da Mulher. Proposta pela alemã Clara Zetkin em 1910 no segundo congresso nacional das mulheres socialistas realizado em Copenhagen, e aceita por unanimidade, para que se escolhesse a data para homenagear todas as mulheres trabalhadoras do mundo, em comemoração aos fatos violentos que vitimaram 146 mulheres têxteis em uma fábrica de Nova Iorque e Chicago.

Na história se registram outros fatos que poderiam ter dado origem à comemoração deste dia, mas este é o mais conhecido. O importante é ter claro que foi a participação ativa das mulheres na luta (que da mesma forma como os homens, têm participado historicamente da luta pela conquista de seus direitos) que deu início a escolha desta data.

O caráter desta data memorável através do tempo foi se generalizando e perdendo parte de seu caráter de classe, já que todas as mulheres independentemente de seu campo social, o escolheram para reivindicar seus direitos e defender os conquistados. Mas cada mulher, de acordo com sua classe e suas aspirações, tem sua forma de luta.

As feministas pensam que com a liberação, enfrentando aos homens como se fossem inimigos ou os causadores de suas desgraças e adotando comportamentos de absoluta independência, seria a forma de alcançar a tão desejada liberdade. Às machistas apenas interessa se igualar na força e músculos pensando que os homens não são parte fundamental na vida do casal porque sozinhas tudo podem. As ricas só sentem o prazer de ser livres entre mais exploração e se enriquecem às custas do sofrimento dos demais... Cada uma a sua maneira empreende da forma que ela acredita sua luta por seus inegáveis direitos.

É preciso entender que a responsabilidade em grande parte da situação da mulher e demais integrantes da sociedade corre na conta do Estado, se este não garantir o bem-estar e a igualdade. Em nosso país, encontramos uma grave situação. Somente têm direitos a condições de vida digna os que possuem os recursos para isso, o resto da sociedade, independentemente de seu gênero, vive em situações não satisfatórias e algumas em completa indigência.

Na nossa história são muitas as mulheres desde as épocas pré-históricas que têm se vinculado inteiramente na disputa, lutando ativamente ao lado dos homens pelos direitos por uma sociedade mais justa. Desde a época da conquista até nossos dias.

Como vemos, então, a mulher tem o compromisso social de lutar não somente para conseguir benefícios como gênero, senão também para ao lado dos homens, se alcance a transformação desta sociedade e todos possamos viver em melhores circunstâncias.

Nessa luta, cada mulher escolhe o lugar em que considera por bem alcançar seus objetivos. É assim como algumas em sua reflexão e tendo em conta que as mudanças na sociedade têm que ser estruturais, para poder de raiz obter a verdadeira liberdade, escolhem como forma de luta a via armada. É este o caminho que exige maior compromisso e sacrifícios, mas é também a rota real para adquirir uma nova sociedade onde unicamente não se conseguiriam as reivindicações próprias como gênero feminino, mas também de todos.

Nas Farc-EP, a mulher tem um preponderante lugar. Nossa organização dá a oportunidade para que em igualdade de condições em deveres e direitos, cada mulher empunhe o fuzil e agite as bandeiras revolucionárias da luta política militar por justiça, paz e dignidade. Juntos todos pela reconstrução de nosso país, por uma real e definitiva independência.

Sendo este dia para comemorar sua verdadeira origem, e fazer dele uma jornada de luta.

A ocasião para considerar todas as mulheres que ofereceram suas vidas, em diferentes cenários da história, pela consecução de seus sonhos e idéias, foram presas e extraditadas pelo regime, as deslocadas e exiladas à força, as desaparecidas, a todas as aguerridas combatentes pela vida, independentemente da trincheira em que se encontrem, são merecedoras das mais sinceras lembranças. Que em cada 8 de Março floresça a primavera, que a consciência se ilumine para que cada uma ocupe um lugar na batalha e contribua com sua sabedoria, ternura, abnegação e alegria o concebido grão de areia para construir um melhor retorno sem explorações nem explorados.

Mulheres das Farc Exército do Povo, companhia Pedro Martinez
Montanhas, planos e selvas da Colômbia, março de 2006
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Fonte: Diário Vermelho.


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