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*“Os países pobres devem unir-se neste mundo globalizado”


Redacción 09 de febreiro 2006 Expressou o ex-primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Bin Mohamad, no Encontro Internacional de Economistas que tem lugar em Havana.

O presidente Fidel Castro acompanhou, em 7 de fevereiro, o ex-primeiro-ministro da Malásia, doutor Mahathir Bin Mohamad, durante a intervenção do destacado líder malaio no 8º Encontro Internacional de Economistas sobre Globalização e Problemas do Desenvolvimento.

Reconhecido por ter transformado a Malásia de um país com uma economia baseada na agricultura a um de base industrial e por ter levado esse país asiático ao 17º lugar entre as nações com maior comércio no mundo, Bin Mohamad expôs que é preciso pensar, mais uma vez, acerca do significado da globalização. E disse que nos devemos manter unidos para defender nossos direitos, num mundo que se torna cada vez mais pequeno.

“Os países em desenvolvimento”, sustentou, “devem contar com benefícios que lhes permitam concorrer ‘com certa vantagem’, para ter oportunidades de vencer nessa concorrência”.

Comentou seguidamente que essa tem sido a experiência da Malásia no referido à globalização, “porque sabemos muito bem que aqueles que foram comerciar conosco nem sempre o fizeram de boa fé”, aludindo aos conglomerados de companhias internacionais controladas pelas grandes potências.

Assinalou que se queremos ter um mundo globalizado é imprescindível que os países ricos ofereçam benefícios aos mais fracos, que não podem concorrer, naturalmente, em pé de igualdade. “Isso seria impossível porque não são concorrentes da mesma categoria”, sublinhou.

“Não podemos aceitar”, afirmou, “a interpretação que os países ricos fazem da globalização. Nossa interpretação deve ser aquela onde existam os benefícios da globalização, mas onde nossa interpretação seja aceita pelos países ricos.

“Malásia receia”, disse, “da globalização, porque pode trazer em conseqüência nossa recolonização, de maneira direta ou indireta. Poderíamos ser controlados pelas grandes nações comerciais da Europa e os Estados Unidos”.

Insistiu em que esta idéia da globalização não é nova, porque tem estado circulando durante muito tempo, mas a interpretação mais recente entranha a abertura de mercados, o livre acesso do capital, além da aquisição de ativos nos países que participam do comércio.


Fonte: Granma Internacional.

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