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*Israel
pretende deixar parte da Cisjordânia ocupada à
Palestina
Redacción
06
de marzo 2006
O
primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert planeja uma
retirada unilateral de assentamentos da Cisjordânia ocupada,
se ganhar a eleição geral de 28 de março,
disseram ontem (5/3) fontes políticas do país.
Olmert vai procurar apoio dos Estados Unidos antes de trabalhar na
proposta, que prevê a remoção de algumas
ocupações isoladas de territórios que Israel
capturou na guerra de 1967 e que os palestinos querem de volta
para formar um Estado.
Segundo
o plano, os colonos serão realocados para os grandes blocos
de assentamentos, mas Israel não faria uma retirada militar
dos territórios, conforme aconteceu no ano passado, na
Faixa de Gaza. Olmert já havia falado sobre a idéia
de retirada e de sua determinação de estabelecer as
fronteiras definitivas de Israel, mas o plano revelado ontem deu
mais detalhes.
Pesquisas
mostram que os israelenses seriam favoráveis a retiradas
deste tipo e a divulgação de detalhes podem ajudar o
partido Kadima, de Olmert, que perdeu parte da grande liderança
nas sondagens de opinião. Os palestinos saúdam
retiradas de territórios ocupados, mas temem que Israel
negue a formação de um Estado se atuar de maneira
unilateral.
"Só vai trazer mais complicações,
isso significa ditar, e não negociar" - disse o
negociador palestino Saeb Erekat, em reação às
notícias sobre o plano de Olmert.
Judeus
ultranacionalistas estão furiosos com a perspectiva de
entrega de territórios que consideram seu por "direito
bíblico". Fontes políticas disseram que o
plano, que teve detalhes divulgados na mídia de Israel,
está sendo debatido somente em particular. Autoridades
israelenses vêem a vitória do Hamas na eleição
palestina de janeiro como mais um incentivo para medidas
unilaterais e como um fator que aumenta a chance de aceitação
diplomática de tais ações.
Mas não
está claro se o plano teria apoio do governo dos EUA, que
pediu a implementação do plano de paz "mapa do
caminho". O plano estabelece passos para ambos os lados
adotarem na direção de um acordo negociado. Nenhum
deles cumpriu seus compromissos.
O porta-voz do Hamas, Sami
Abu Zuhri, criticou ontem o plano, dizendo que o objetivo de
Israel é "forçar medidas unilaterais e criar
novos fatos no terreno". Olmert deixou claro que "não
vai abrir mão" dos maiores assentamentos judaicos,
Maale Adumim e Ariel, bem como o bloco de Gush Etzion, ao sul de
Jerusalém. Ele também disse que pode não
entregar o Vale do Jordão, a leste, por motivos
"estratégicos".
A proposta segue a linha
da sugestão do primeiro-ministro Ariel Sharon, antes do
derrame que o deixou incapacitado, no dia 4 de janeiro.
Fonte:
Diário
Vermelho.
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