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Evo marca mandato com convocação de Assembléia Constituinte


Redacción 06 de marzo 2006 A sanção das leis que permitirão a futura reforma estrutural na Bolívia e que Morales deve assinar hoje, foram aprovadas no último sábado, após um dia de intensas negociações resolvidas com um acordo político entre o partido governista, o Movimento Ao Socialismo (MAS), e seus opositores.

Segundo as duas normas aprovadas pelos legisladores, os cidadãos irão às urnas em 2 de julho para escolher os membros da Assembléia Constituinte e para votar a favor ou contra a criação de um regime autônomo.

A assembléia terá 255 membros, 210 dos quais serão escolhidos em representação das 70 circunscrições territoriais e 45 pelas nove departamentais.

Os eleitos começarão a redigir a nova Carta Magna na cidade de Sucre, capital constitucional do país, em 6 de agosto próximo, dia da independência boliviana.

Os congressistas decidiram que o plebiscito sobre autonomias regionais será vinculativo apenas nos departamentos onde os cidadãos se posicionarem pela instalação de um sistema de gestão descentralizado, de acordo com a pergunta que será formulada aos cidadãos.

A consulta, esclarece, no entanto, que a autonomia estará submissa "às concorrências executivas, atribuições normativas administrativas e os recursos econômico-financeiros que lhes atribua a nova Constituição", surgida da Constituinte.

A rapidez na aprovação destas leis, que começaram a ser debatidas na quarta-feira passada, responde à pressão da Corte Nacional Eleitoral, que pôs como prazo até o início deste mês para poder cumprir com o calendário de preparação e execução da votação.

Depois da divulgação da posição do Congresso, Evo Morales comentou que as medidas cumprem seu sonho de "juntar e unir o povo boliviano em direção à segunda libertação nacional", depois do nascimento da Bolívia como república em 1825.

"Aqui começa a revolução cultural e democrática, aqui começa a verdadeira mudança que espera o povo boliviano", declarou.

O texto legal aprovado pelo Congresso indica que a assembléia é "independente e exerce a soberania do povo", que "não depende nem está submetida aos poderes constituídos e tem como única finalidade a reforma total da Constituição".

Seus trabalhos não interferirão no trabalho dos poderes constituídos, que seguirão exercendo suas funções.

"Terá um período de sessões contínuo e interrompido não menor que seis meses nem maior que um ano" e, concluída sua missão, a Carta Magna resultante será submetida a um plebiscito "em um prazo não maior a cento e vinte dias", acrescenta a lei.

Uma das novidades do processo eleitoral de 2 de julho será a incorporação do voto dos cidadãos bolivianos residentes no exterior.

A convocação do Congresso põe fim às disputas surgidas entre o Governo socialista de Morales, as forças políticas opositoras, de caráter conservador e neoliberal, as regiões, especialmente a do departamento oriental de Santa Cruz, onde Evo conta com menor respaldo.


Fonte: Diário Vermelho.


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