|
Publicidade Contacto Novas Internacional Anteriores Opinión Foro Arquivo Ligazóns
|
*Disney
incute mensagem cristã fundamentalista em seu novo
filme
Redacción
05 de
decembro 2005
"As
crônicas de Nárnia" tenta repetir o sucesso de
"A Paixão de Cristo"; os cristãos
renascidos dos EUA encontram no filme baseado na obra de C. S.
Lewis um material de proselitismo.
A equipe formada pela Disney e o leão
Aslan, metáfora de Jesus Cristo nos romances do autor e
teólogo britânico C. S. Lewis, promete "arrasar"
espíritos graças ao novo filme "As Crônicas
de Nárnia" no mercado de cristãos renascidos ou
fundamentalistas americanos, formado por cerca de 30 a 40 milhões
de pessoas.
A
produtora Disney contratou a Motive Entertainment, empresa de
marketing cristã especializada em fé e família
e com vínculos na rede de igrejas cristã
fundamentalista, para promover o filme. A Motive já
comprovou sua capacidade mobilizadora entre essa comunidade
quando, contra todos os prognósticos, transformou "A
Paixão de Cristo" de Mel Gibson no filme de maior
bilheteria de 2004 [nos Estados Unidos].
O novo filme --que
estréia na Europa e nos EUA na próxima semana-- é
baseado em "O Leão, o Bruxo e o Armário",
primeiro de uma série de romances de C. S. Lewis,
medievalista de Oxford que foi convertido ao cristianismo por seu
colega de faculdade J. R. R. Tolkien nos anos 20.
Em
colaboração com a Walden Media, de Denver
(Colorado), a Disney pretende somar o público de "A
Paixão..." com os de outras séries
cinematográficas de fantasia como "O Senhor dos
Anéis", inspirado no livro de Tolkien, e "Harry
Potter", nos romances de J. K. Rowling.
Assim como
esses filmes, "As Crônicas de Nárnia"
aborda a luta épica entre as forças do bem e do mal.
"Lewis descreve um modelo de cristianismo muito primitivo, no
qual as forças do mal seqüestraram a humanidade",
disse Clair McPherson, reverendo da Trinity Church em Wall Street,
que celebra um chamado festival Nárnia.
Isso gera
grandes possibilidades de criar um público devoto entre a
comunidade de cristãos fundamentalistas. Os promotores do
filme estão animando pastores e pregadores a organizar suas
próprias projeções antes da estréia e
incluir referências ao filme em seus sermões. Mais de
150 igrejas vão projetá-lo nas próximas
semanas.
Do site da web www.narniaresources.com, que
apresenta o logotipo da Disney, chega-se a um outro de materiais
para pastores, com uma dezena de sermões pré-escritos
com base no novo filme, com recomendações da missão
do tele-evangelista Billy Graham e do poderoso pastor da
mega-igreja New Life Church em Colorado Springs, Ted
Haggard.
"Acreditamos que Deus fala por meio desse
filme", afirma Lon Alison, do Billy Graham Center. Haggard
diz a seus seguidores para aproveitar a oportunidade para alcançar
"outras comunidades com a história do leão que
ama e se sacrifica para libertar os filhos de Adão". A
empresa Christian Publishing and Outreach utiliza imagens do filme
para fazer proselitismo em 20 mil igrejas nos EUA.
Cal
Thomas, jornalista ligado aos cristãos fundamentalistas,
anima o público a "propiciar grandes lucros para essas
empresas (Disney e Walden) para que possam rodar mais filmes desse
tipo".
Já se comprovou a envergadura do mercado
cultural cristão nos EUA, explica Paul Lauer, diretor da
Motive Entertainment. "O mercado de fé e família
consome vorazmente livros e música", ele diz,
referindo-se a romances da série apocalíptica "Left
Behind" e a discos de ouro de grupos de hard rock cristãos.
"Também vão consumir o filme. Vai ser uma mina
de ouro", prevê.
O autor
Clive
Staples Lewis nasceu em Belfast em 1898 e morreu no mesmo dia em
que Kennedy foi assassinado. Órfão de mãe aos
10 anos, mitificou a segurança de sua infância. Seus
biógrafos indicam três Lewis com públicos
diferentes: o erudito de Oxford, o autor aclamado de
ficção-científica e literatura infantil e o
escritor popular e radiodifusor cristão durante a guerra.
Especialista em literatura medieval e suas alegorias, e em Milton,
ele defende a dor e o inferno como evidências de um universo
ordenado.
"As Crônicas de Nárnia"
conta as aventuras de quatro crianças que são
transportadas de um armário para um mundo de fantasia, uma
espécie de alegoria bíblica, embora Lewis insista
que há vários níveis de interpretação
e "só um deles é cristão".
O
leão Aslan representa a união de Jesus Cristo com
Deus. A bruxa branca é o anjo caído --Satã--,
enquanto os quatro meninos simbolizam a humanidade. Desde 1950
foram vendidos mais de 80 milhões de exemplares desses
romances.
Fonte:
La
Vanguardia Tradução para o Diário
Vermelho: Luiz Roberto Mendes Gonçalves / Uol Mídia
Global
Voltar
a novas
Ver
anteriores
|
|