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*ONU
votará resolução pelo fim do bloqueio dos EUA
à Cuba dia 8
Redacción
02 de novembro 2005
A
Rússia vai votar a favor da resolução para
colocarem um ponto final ao bloqueio contra Cuba.
Uma resolução da ONU
pedindo o fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro
dos Estados Unidos contra Cuba deve ser examinado no dia 8 de
novembro pela Assembléia Geral da organização.
O país aplicou as primeiras medidas contra Cuba em 1962,
mas sua política para o país recrudesceu nos últimos
anos do governo do republicano George W. Bush.
Na
recém realizada Cúpula Ibero-Americana, em
Salamanca, os países membros aprovaram uma declaração
em que constou - ineditamente - a exigência do fim do
bloqueio dos EUA a Cuba.
A Rússia anunciou ontem que
vai votar a favor da resolução para colocarem um
ponto final ao bloqueio contra Cuba, que Moscou chama de
"anacronismo da Guerra Fria", segundo informou o
ministro russo das Relações Exteriores na noite de
segunda-feira. "Compartilhamos a opinião da comunidade
internacional que pede o fim do bloqueio. Utilizar um embargo como
instrumento de pressão contra um Estado independente e
contra um Estado membro da ONU não pode ser em absoluto
justificado", declarou o porta-voz do ministério,
Mijail Kamynin. "Este é um anacronismo que remete à
época da Guerra Fria", continuou a autoridade.
Em
um artigo na sua edição de ontem, o jornal britânico
Financial Times afirma que os Estados Unidos têm planos para
a transição em Cuba, depois do fim do governo de
Fidel Castro. O Financial Times afirma que um escritório
especial para reconstrução foi aberto dentro do
Departamento de Estado americano preparando para o "dia
seguinte", quando Washington vai tentar apoiar um governo de
oposição ao socialismo em Havana.
A nova
agência também envolve o Departamento de Defesa e
reconhece que a transição em Cuba pode não
ocorrer de forma pacífica. Segundo o jornal britânico,
a cada seis meses o Conselho Nacional de Inteligência dos
Estados Unidos revê uma lista secreta de 25 países
nos quais a instabilidade pode levar a uma intervenção
dos Estados Unidos.
O escritório de reconstrução,
chefiado pelo ex-embaixador nascido em Cuba Carlos Pascual, estava
se concentrando no Sudão, Haiti, Congo e Nepal. O jornal
afirma que, em uma medida polêmica, Cuba foi adicionada a
esta lista.
Em todos esses 45 anos de bloqueio os EUA
investiram contra o governo de Fidel Castro, que mantinham espiões
na região para cometer atos terroristas contra Castro e
outros líderes. Um dos seus ex-funcionários para
esse tipo de missão foi Posada Carriles, que derrubou um
avião da Cubana de Aviación em 1976 matando 73
pessoas, todas civis. Cubanos exilado nos EUA, ele trabalhou para
a CIA durante vários anos e hoje é condenado por
Cuba e Venezuela, entre outros países, por diversos crimes.
O governo Bush então resolveu prendê-lo, por um
motivo ínfimo (entrada ilegal no país), para
mantê-lo seguro.
Com agências.
Mais
informações sobre o Bloqueio no site
www.cubavsbloqueo.cu.
Nova
publicada no Diário
Vermelho.
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terrorismo
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