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*Justiça
confirma processo contra Pinochet por Operação
Colombo
Redacción
02 de febreiro 2006
A Corte de Apelações de Santiago manteve aberto
ontem (1.º/2) o processo contra o ex-ditador chileno Augusto
Pinochet como co-autor do seqüestro de três vítimas
da Operação Colombo, informaram fontes
judiciais.
Desta
maneira, o tribunal ratificou a decisão ditada pelo juiz
Víctor Montiglio em 5 de dezembro, uma vez que exames
neurológicos, psiquiátricos e psicológicos
realizados em Pinochet determinaram que ele está
mentalmente apto para ir a julgamento.
A
Operação Colombo foi criada pela Polícia
secreta da ditadura chilena para encobrir em 1975 o assassinato de
119 opositores.
Em seu julgamento, os magistrados
assinalaram que, pelos exames, não se pode concluir que o
militar aposentado não está em condições
de comparecer a um julgamento, e lembram que Montiglio pôde
prestar depoimento em condições normais.
A
decisão judicial também estabelece que, de acordo
com o depoimento, "existe a convicção" de
que houve o seqüestro de Juan Carlos Perelman, Héctor
Garay e Antonio Cabezas.
O tribunal disse também
rejeitou o argumento da defesa de Pinochet, de que o general não
podia mais ser convocado devido a suas condições de
saúde.
A decisão judicial acrescenta que os
antecedentes da investigação "estão nos
autos do processo, e que agentes do Estado privaram de liberdade e
que torturaram pessoas das quais só se teve notícia
por meio de informações falsas publicadas no Brasil
e na Argentina".
Os juízes sustentaram, além
disso, que tais ações não podiam ter sido
executadas sem a aprovação do então
governante, e agregam que está provado que Pinochet recebia
diariamente relatórios do diretor-executivo da Direção
de Inteligência Nacional (Dina), o general aposentado Manuel
Contreras.
No caso Colombo, Pinochet é processado
também como co-autor do seqüestro de outras seis
vítimas e por mais 37, em um inquérito que deve ser
revisado pela Corte Suprema em março.
O
ex-governante chileno ainda é processado por quatro crimes
vinculados às contas secretas que possuía no
exterior, em investigação conduzida pelo juiz Carlos
Cerda.
O magistrado chegou hoje ao Comando da Chefia do
Exército para revisar documentos confidenciais que têm
relação com as contas de Pinochet, cuja fortuna até
o momento é calculada em US$ 27 milhões.
Fonte:
Diário
Vermelho.
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