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*Cuba
comemora 47 anos de Revolução
Redacción
2 de
xaneiro 2006
Cuba tem comemorado
com um amplo programa os 47 anos de vitória da revolução
que libertou do capitalismo a maior ilha do Caribe. Em 1.° de
janeiro
de 1959, as forças revolucionárias derrubaram do
poder a ditadura de Fulgêncio Bautista, que fugiu do país
no mesmo dia. Com festas programadas para praticamente todas as
cidades, o país comemora a Revolução e o ano
novo diante de um novo período de crescimento
econômico.
As
festividades se estenderão até 2 de janeiro, com
danças e espetáculos de diversas manifestações
culturais, que terão como principais palcos as ruas,
praças, parques, teatros e outros espaços
públicos.
Esse
ano, Cuba considera que tem um motivo a mais para comemorar de bom
humor os 47 anos da revolução: um crescimento
econômico de 11,8%, o mais alto da história da
Revolução, mesmo com as adversidades climáticas
provocadas pelos vários furacões, uma seca severa e
o criminoso bloqueio promovido pelos Estados Unidos contra a
Ilha.
No cálculo do PIB estão incluídas
as despesas destinadas à educação, saúde
e esportes, setores que a população da ilha desfruta
sem ônus, mas além desse valor agregado ao
crescimento econômico, foi incorporado o da exportação
desses serviços a outros países, como a
Venezuela.
Nesses 47 anos, Cuba sobreviveu ao golpe que foi
o fim do bloco socialista em 1991, que deixou o país em uma
profunda crise econômica. Uma das soluções
criadas para enfrentar a nova situação foi a
implementação do turismo, hoje um dos setores mais
dinâmicos de sua economia, com um crescimento de 12,3% em
2005.
Além disso, a Assembléia Nacional
declarou 2006 como o ano da "revolução
energética" em Cuba, com implementação
de um programa que definitivamente livrará os cubanos do
incômodo que os apagões causaram no verão
passado.
O novo programa promete oferecer um milhão
de quilowatts adicionais à atual capacidade de geração
elétrica instalada, que aumentará para 3.200
megawatts.
Se a meta for atingida, em meados de 2006
sobraria eletricidade, que aumentaria quatro vezes em relação
à capacidade de consumo da ilha, segundo os cálculos
oficiais.
O projeto vai acompanhado de um plano de economia
de energia, sustentado em uma nova tarifa elétrica que
penaliza os altos consumidores. O custo de um quilowatts por hora
será de 9 centavos de peso, o que representa cerca de 7
centavos de dólar americanos.
"Estou convencido
de que isto terá repercussão mundial (...) Tudo que
nós estamos fazendo, o mundo terá que fazer"
disse Fidel Castro, que espera economizar dois terços dos
US$ 150 milhões de despesas com combustíveis em
2006.
À par dessa medida, o Parlamento se
comprometeu com a reabilitação do sistema de
distribuição energética do país e
também a acabar definitivamente com o desperdício.
Fonte:
Diário
Vermelho
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