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Nada justifica que os cinco antiterroristas cubanos (os Cinco) ainda fiquem na prisão


Redacción, 01 de setembro
2005 A causa profundamente humana que representa a luta pela libertação dos Cinco cubanos, ainda presos nos cárceres dos Estados Unidos, convocou mais de 600 intelectuais a subscreverem uma Carta Aberta ao Procurador Geral dos Estados Unidos, Alberto González.

O documento foi tornado público, em 30 de agosto, na Casa das Américas, na presença da imprensa cubana e dos correspondentes credenciados em Havana pelo presidente dessa instituição, o poeta e ensaísta Roberto Fernández Retamar, quem foi acompanhado dos presidentes da União dos Escritores e Artistas de Cuba (Uneac), Carlos Martí, e do presidente da União dos Jornalistas de Cuba (UPEC), Tubal Páez.

Marcaram presença no encontro familiares dos Cinco heróis, a mãe e irmã de Antonio Guerrero e as esposas de Ramón Labañino, René González e Gerardo Hernández.

TEXTO DA CARTA

Fernandez Retamar leu o breve texto da Carta Aberta:

«Como tem sido informado por parte da imprensa internacional, em 9 de agosto passado, a Corte de Apelações do Onzeno Circuito de Atlanta declarou nulo o julgamento realizado em Miami, onde foram condenados Gerardo Hernández Nordelo, René González Sehwerert, Ramón Labañino Salazar, Antonio Guerrero Rodríguez e Fernando González Llort, os quais tinham filtrado os grupos extremistas cubano-americanos do Sul da Flórida para obterem informação sobre a atividade inimiga contra Cuba. Seu encarceramento já tinha sido declarado ilegal pelo Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.

«Desde há sete anos, estes Cinco jovens ficam nos cárceres de máxima segurança; foram mantidos incomunicados em celas de castigo durante longos períodos e dois deles foram privados do direito de receber visitas dos familiares.

«Agora, após a anulação do julgamento, nada justifica que ainda fiquem na prisão. Esta situação arbitrária, tão dolorosa para eles e para suas famílias, não pode prolongar-se. Os abaixo-assinantes exigimos sua libertação imediata».

VOZES EM PROL DA JUSTIÇA

Até o momento, assinaram o documento cinco Prêmios Nobel: Wole Soyinka, Adolfo Pérez Esquivel, Nadine Gordimer, Desmond Tutu e Rigoberta Menchu, em uma lista que inclui nomes como o dos norte-americanos Noam Chomsky, Harry Belafonte, Danny Glober, Russel Banks, Alice Walker e Ramsey Clark.

Outros assinantes da Carta são: Mario Benedetti, Óscar Niemeyer, Ernesto Cardenal, Thiago de Mello, Eduardo Galeano, Manu Chao, Alfonso Sastre, Jorge Enrique Adoum, Daniel Viglietti, Danny Rivera, Isabel Parra, Víctor Víctor, Juan Madrid, Jorge Sanjinés, Edmundo Aray, Pablo Guayasamín, Pablo Marcano García, Letícia Spiller, Istvan Mestzaros e Theotônio dos Santos.

Um número apreciável de cubanos rubricaram o documento, entre eles: Alicia Alonso, Silvio Rodríguez, Pablo Milanés, Frank Fernández, Leo Brouwer, Cintio Vitier, Julio García Espinosa, Omara Portuondo, Roberto Fabelo, Carilda Oliver Labra, Nancy Morejón, Harold Gramatges, Esther Borja e Humberto Solás.

Fernández Retamar explicou que outros intelectuais continuarão assinando o documento, mediante os endereços eletrônicos liberenlos5@cubarte.cult.cu; freethe5@cubarte.cult.cu e www.liberenlos5.cult.cu.

JÁ NÃO É SÓ A OPINIÃO DE CUBA E DOS FAMILIARES

A esposa de Ramón Labañino, Elizabeth Palmeiro, acaba de retornar dos Estados Unidos e conta ao Granma Internacional como receberam a notícia da decisão do Tribunal de Atlanta.

«No dia em que recebemos a notícia da anulação do julgamento era terça-feira e não havia visita no cárcere de Beaumont, Texas. Eu soube da notícia através de uma ligação de Washington e Ramón soube por outro detento, que a viu na televisão. Seu advogado não conseguia comunicar-se com ele. Quinta-feira tivemos um encontro. Saiu abraçando suas filhas, me abraçando».

Elizabeth acha que «Ramón, ao que parece, está bem de saúde, há muito tempo que não faz um exame geral de saúde. Agora se vê bem, inclusive mais sadio, tendo em conta o estímulo que representa a decisão da Corte de Atlanta. Os juízes decidiram fazer justiça, respeitar as leis a a Constituição norte-americana, ao determinarem que Miami não era a cidade para fazer esse julgamento».

Como se sente a família? «Para a família se abre um novo caminho, não sabemos que tempo vai durar. Isso depende muito da solidariedade internacional e este evento realizado hoje aqui, na Casa das Américas, é uma amostra disso, é o apoio para que muitas pessoas no mundo que não conheciam o caso, ou que talvez tinham algum tipo de preconceito relativo ao caso se dêem conta de que não é a opinião de Cuba, nem da família deles, mas sim a opinião dos juízes norte-americanos de que foi um julgamento ilegal, reafirmado pela decisão de uma comissão das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos. Eu digo: temos razões para sentir-nos otimistas. Sempre temos sido, porque nunca nos faltou a esperança de que, afinal, eles vão voltar, mas estas duas decisões importantes nos dão um novo alento, maiores possibilidades de sonhar com um rápido retorno. Em meio de toda a dor da separação, a gente se sente aliviada ao saber que, talvez, resta pouco tempo para vê-los livres».

Publicado no Granma Internacional
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ArroutadaNoticias.com súmase a esta causa e anímate a asinar pola liberación dos Cinco, podes facelo en www.liberenlos5.cult.cu, no Diário Vermelho, ou no enderezo electrónico: liberenlos5@cubarte.cult.cu.


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